Rechercher dans ce blog

Sunday, August 29, 2021

Médico é afastado após discussão com enfermeiro durante plantão - Folha de Boa Vista

A discussão entre os dois profissionais foi presenciado por pacientes internados na unidade de saúde

Em um vídeo registrado na madrugada deste domingo (29), um médico e um enfermeiro discutem na presença de pacientes dentro da Policlínica Cosme Silva, localizado no bairro Pintolândia, zona oeste de Boa Vista.

No vídeo não fica claro o motivo da discussão, mas no áudio o enfermeiro diz “Vou jogar nos grupos”, e o médico responde: “Pode filmar minha conduta é botar na imprensa”.

A discussão entre os dois continua e o enfermeiro diz: “Não toque em mim”, o médico revida dizendo: “Eu não estou tocando no senhor. Entenda bem”.

O enfermeiro pergunta: “O quê, por que você tá gritando comigo?”. Uma enfermeira chega e puxa o enfermeiro pelo jaleco. O médico diz: “Você me denuncia? Ponha-se no seu lugar. Tá achando o quê? O médico aqui sou eu”.

SESAU – Sobre este caso, a Sesau (Secretaria de Estado da Saúde) enviou a seguinte nota à Folha. Confira na íntegra:

A Secretaria de Saúde informa que o fato citado foi verificado junto à direção da Unidade. Ressalta que o médico foi afastado e os dois profissionais serão ouvidos pela gestão.

A Sesau reitera que não compactua com nenhum tipo de conduta inadequada que desrespeite as normas da Administração Pública, durante as atividades profissionais, e sempre reforça entre os servidores a importância da ética profissional e da boa prestação dos serviços.

Nesse sentido, orienta toda a equipe a manter as boas relações de trabalho no exercício da atividade pública.

Adblock test (Why?)


Médico é afastado após discussão com enfermeiro durante plantão - Folha de Boa Vista
Read More

Com hérnia de disco e muitas dores, ele usou eletroestimulação como aliada - VivaBem

Com uma hérnia de disco, Alexandre Lamas, 46, gerente de logística, acumulou durante anos muitas dores e uma complicação que o fez perder o movimento do pé esquerdo. Após fazer três cirurgias e terapias convencionais, ele utilizou a eletroestimulação como recurso para sua reabilitação. Conheça a história dele e mais sobre o método.

"Em fevereiro de 2017, fui diagnosticado com hérnia de disco. Segundo o médico, meu caso era cirúrgico, mas havia a opção de fazer o tratamento com fisioterapia, RPG, hidroginástica e pilates. Durante seis meses fiz essas terapias, mas fui piorando com o tempo. Não conseguia ficar em pé e nem sentado por muito tempo, tinha dificuldades para andar, não tinha uma posição confortável.

A pior parte eram as dores, cada dia era num lugar: quadril, coxa, perna, costas. Essas limitações impactavam diretamente minha vida.

No trabalho, era gerente de logística, mas como a mobilidade ficou comprometida, tive que me adaptar e fazer serviços administrativos. Na vida social, evitava ir a shoppings e restaurantes. Vivia irritado, estressado e ansioso por causa da dor.

Chegou um ponto em que ela se tornou tão insuportável e incapacitante que recorri à cirurgia e fiz a primeira em agosto de 2017 para a retirada da hérnia. Fiquei 45 dias bem, mas após esse período a hérnia voltou e, com ela, as dores.

Alexandre Lamas usou eletroestimulação como reabilitação de hérnia de disco - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

No início de 2018, minha vida deu uma virada. Após voltar da licença médica, fui demitido da empresa, me casei, mudei para o interior de São Paulo e abri uma franquia do segmento de logística em parceria com o meu marido.

Ainda sentia dores, mas nessa época deixei meu problema de saúde de lado e foquei no tratamento de câncer do meu companheiro. Quatro meses após nos casarmos, ele faleceu. Voltei a morar na casa dos meus pais em São Bernardo do Campo (SP).

Em maio de 2019, tive uma das piores crises, fui pegar alguma coisa no chão e travei a coluna, não conseguia me mexer. Meu irmão e meu sobrinho me levaram ao hospital, tomei medicação e recebi alta. No dia seguinte, acordei sem movimento e controle do pé esquerdo, o que causou uma falta de equilíbrio e firmeza da perna.

Tomei um susto, mas imaginei que alguma coisa tivesse saído do lugar e que seria ajustado quando fosse ao osteopata. Fiquei quase uma semana sem movimentar o pé e usando muleta para me locomover até chegar o dia da sessão.

Ao me examinar, o osteopata disse que não era uma questão física ou muscular, ele suspeitava que fosse algo neurológico e me indicou procurar um neurocirurgião. Um tempo depois, a suspeita dele se confirmou. Fui ao pronto-socorro e o médico que me atendeu disse que a hérnia afetou o nervo tibial frontal, responsável pelo movimento da dorsiflexão.

Fiquei com a sequela da síndrome conhecida como pé caído, não consigo levantar a ponta do pé. Essa sequela dificultava a marcha, não conseguia caminhar, meu pé virava, eu caía, tropeçava.

Segundo o médico, tinha que ter sido operado em até 72 horas após o episódio em que não senti o pé pela primeira vez. Uma nova cirurgia até poderia devolver parcialmente os movimentos, mas não seria 100%. Isso me deixava muito angustiado, pensava no preconceito das pessoas e na dificuldade em achar emprego naquela condição.

A partir daí começou a minha saga para conseguir passar com um especialista. Como estava desempregado e sem convênio médico, tive que recorrer ao SUS e briguei com a prefeitura e com a secretaria de saúde da minha cidade em busca de atendimento com um neurocirurgião.

Passava meus dias na cama com dor e a base de morfina, não tinha qualquer perspectiva de melhora e não sabia se recuperaria o movimento do pé. Após meses, consegui uma vaga para fazer tratamento em um hospital estadual. Fiz uma segunda cirurgia, mais complexa, para a retirada da hérnia e colocação de uma prótese.

Na mesma semana tive problema com o dreno e fiz mais um procedimento cirúrgico. Recuperei 10% da mobilidade, mas queria mais.

Alexandre Lamas usou eletroestimulação como reabilitação de hérnia de disco - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Fiquei de repouso por 90 dias e comecei a fazer a fisioterapia quando veio a pandemia e o atendimento no hospital que oferecia esse serviço foi suspenso por meses. Fazia em casa os exercícios que tinha aprendido, mas era algo paliativo. Minha reabilitação ficou prejudicada. Meus amigos fizeram uma vaquinha e fiz 10 sessões de fisioterapia numa clínica particular.

As coisas começaram a mudar e a melhorar quando uma mulher ouviu uma conversa minha com uma amiga em um ambulatório e disse que havia tido o mesmo problema que eu: perdido o movimento de um dos pés. Ela disse que recuperou o movimento com a eletroestimulação e perguntou se eu conhecia esse tipo de método em que a pessoa treina com um colete e eletrodos espalhados pelo corpo. Disse que não, mas fiquei empolgado com essa nova possibilidade.

Pesquisei sobre a eletroestimulação e seus benefícios, estava disposto a tentar, mas o empecilho era o preço, não tinha condições de pagar, era muito caro. Entrei em contato com uma das academias que oferecia esse tipo de treino, contei a minha história, desde o diagnóstico, complicações, morte do meu marido, desemprego.

Pedi uma vaga a eles e, em troca, me coloquei à disposição para ser um estudo de caso. Passei por algumas avaliações, eles se solidarizaram e me deram o apoio que pedi. Fui liberado pelo meu ortopedista para fazer o treino.

Alexandre Lamas usou eletroestimulação como reabilitação de hérnia de disco - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Hoje em dia, faço 20 minutos de eletroestimulação duas vezes por semana. Na primeira etapa do treinamento focamos na recuperação, força muscular e equilíbrio. Hoje em dia ele é voltado para o fortalecimento da lombar e dos movimentos dos membros inferiores. Já executo exercícios como agachamentos e abdominais e treino no mesmo nível dos outros alunos.

Em três meses de tratamento, alcancei 98% de sucesso: não sinto mais dores, recuperei o controle e a firmeza do movimento da perna esquerda, caminho sem o auxílio da muleta e da órtese. O próximo passo é tentar recuperar o movimento da dorsiflexão do pé esquerdo.

A eletroestimulação foi um diferencial na minha reabilitação. Estou a cada dia construindo uma evolução, não sei se vou atingir 100%, mas já estou feliz de ter minha saúde, qualidade de vida, confiança e autoestima de volta. Sou grato ao meu cirurgião, ao fisioterapeuta e ao instrutor que me ajudaram, me acolheram e me fizeram acreditar que o limite é somente uma barreira que somos capazes de vencer."

1) O que é e para que serve a eletroestimulação?

A eletroestimulação de corpo inteiro ou EMS (do inglês, Electro Muscle Stimulation) é uma metodologia que utiliza correntes elétricas para causar contrações involuntárias diretamente sob a musculatura. A tecnologia envolve o uso de colete com eletrodos, localizados nos principais grupos musculares, e um terminal onde é feito o controle da intensidade. O manuseio desse terminal é feito por um profissional de saúde, que pode ser um fisioterapeuta ou um profissional de educação física.

As correntes elétricas que estimulam os músculos no processo de contração simulam o que seriam contrações voluntárias em outros exercícios físicos, como por exemplo, a musculação que utiliza cargas externas para atingir esse mesmo objetivo. O profissional aplica no terminal a intensidade de carga do paciente/aluno de acordo com uma escala de percepção de esforço, conhecida como escala de Borg. O treino de EMS tem duração de 20 minutos e não utiliza peso.

2) Quais os benefícios da eletroestimulação?

Ela auxilia no ganho de força muscular, aumento da massa magra, capacidade física de forma geral, tonificação muscular, redução de dores musculares e emagrecimento. A eletroestimulação também pode ser usada como opção de tratamento de algumas doenças, como condromalácia patelar, artrite, artrose, protusão discal, hérnias, entre outras. No entanto, é importante ressaltar que a liberação deve ser feita pelo médico ou equipe que acompanha o paciente.

3) Para quem a eletroestimulação é indicada?

A eletroestimulação é indicada para a maioria das pessoas, principalmente para aquelas que precisam ou desejam fortalecer os músculos. As fibras musculares ativadas durante o treino são mais difíceis de serem recrutadas e são responsáveis pela resposta muscular de força, como levantar, agachar, se equilibrar, o que torna o método interessante aos idosos, por exemplo, que sofrem de uma condição chamada de sarcopenia (perda da massa muscular).

Importante ressaltar que o método é contraindicado para pessoas com hérnias umbilicais, doenças cardiovasculares, epilepsia, gestantes, lactantes, indivíduos com distúrbios hormonais, esquizofrenia ou pessoas com doenças de pele.

4) Quais os cuidados e os riscos a se ter com a eletroestimulação?

A eletroestimulação é um método de alta intensidade e, como qualquer treino desse tipo, causa impactos fisiológicos que necessitam de descanso e alimentação adequada para recuperação correta. Qualquer sobrecarga maior que o corpo aguente pode gerar impactos negativos no organismo, como o aumento da CPK (enzima presente na musculatura esquelética, no cérebro e coração) na corrente sanguínea. Como a CPK é filtrada nos rins, seu excesso causa uma sobrecarga renal. Por isso, o intervalo entre os treinos da eletroestimulação deve ser maior para que ela seja removida da corrente sanguínea.

Fonte: Rodolfo de Oliveira, profissional de educação física e instrutor de eletroestimulação na Tecfit, unidade de Santo André (SP).

Adblock test (Why?)


Com hérnia de disco e muitas dores, ele usou eletroestimulação como aliada - VivaBem
Read More

Na UTI, militar brasileiro lutou 130 dias contra a Covid-19 - Jornal O Globo

RIO — Aos 33 anos, Gabriel Lemos de Souza se tornou um dos brasileiros recuperados de Covid-19 com o maior tempo de internação pela doença. O militar da Marinha passou 130 dias na UTI do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, de onde saiu há menos de um mês. A média de hospitalização em casos graves, para se ter uma ideia, é de 28 dias.

Vacinaçao: Variante Delta vai acabar com o sonho da imunidade coletiva obtida com a vacina?

Com a fala ainda vagarosa, mas firme e segura, Gabriel já anda sem auxílio e contou ao GLOBO a dura batalha travada, que incluiu o medo de não conhecer o filho – Ana Valéria, sua mulher, estava grávida de dois meses quando ele foi internado.

Gabriel contraiu a Covid no início de março. Os sintomas brandos, de tosse seca e insistente, evoluíram rapidamente para um estágio considerado gravíssimo pela equipe hospitalar de Sorocaba (SP), onde foi internado inicialmente.

Com a complicação do quadro, o militar foi transferido para a unidade da capital após duas semanas, já intubado e com baixos níveis de oxigenação do sangue. Só a ECMO, espécie de pulmão artificial, o mesmo utilizado no tratamento do ator Paulo Gustavo, poderia salvá-lo naquele momento.

A equipe médica do hospital de São Paulo foi então acionada e já surgia ali um dos primeiros desafios de Gabriel: ele corria sério risco de morrer no transporte. O desafio foi encarado e ele foi transferido em um avião equipado com UTI.

— A decisão foi um dos momentos mais críticos e arriscados. Sei que nessa hora eu bati na porta do céu e Deus me deu uma nova chance — diz Gabriel.

Vacina:Especialistas defendem que CoronaVac seja a última opção para terceira dose em idosos e imunossuprimidos

A terapia com ECMO é utilizada quando a ventilação mecânica já não é mais suficiente para proporcionar a oxigenação adequada ao paciente. Foram mais de 30 dias nesse tratamento, completamente sedado e com músculos paralisados.

— Queria que todo mundo tivesse a chance e o acesso que tive à boa medicina. O tratamento moderno e adequado e uma equipe dedicada foram fundamentais para minha vida ser salva.

A médica Ludhmila Hajjar, responsável pelo tratamento, considera o caso um dos maiores desafios que enfrentou na pandemia.

— Era um jovem sem nenhuma comorbidade que chegava com chance de morrer acima de 90%. O final feliz nos ensinou ainda mais a ter esperança e a acreditar na ciência — comemora.

Ao longo da internação, Gabriel teve falência dos pulmões, do fígado, do coração e dos rins. Passou por sete intervenções cirúrgicas por causa das complicações da infecção e das consequências do longo período de internação. Passou por hemodiálise, teve escaras, sangramentos no intestino e na cabeça. Operou a vesícula. Quando foi acordado após passar cerca de dois meses sedado, relata que a sensação foi de estranheza e de confusão mental.

— Reaprendi a comer, a andar, a falar e a raciocinar. Fiquei confuso demais, não sabia nem que eu estava em São Paulo. Alucinei, sonhei que estava pescando em um rancho. Só me situei no último mês e meio de internação. Aí vi minha esposa quase nas últimas semanas de gestação. A primeira parte da cura é querer melhorar — lembra o militar.

Ana Valeria o acompanhou durante toda a internação, e por inúmeras vezes, a equipe médica se deparou com a seguinte cena: ela sentada, ao lado de Gabriel sedado e submetido à ECMO, segurando sua mão e rezando.

— Estou bem, saí vitorioso. Consegui vencer uma doença traiçoeira e perigosa. Jamais imaginaria que ela fosse me pegar dessa forma — afirma Gabriel.

Adblock test (Why?)


Na UTI, militar brasileiro lutou 130 dias contra a Covid-19 - Jornal O Globo
Read More

‘Em três anos o tratamento do câncer viverá uma revolução’, diz oncologista - Jornal O Globo

SÃO PAULO — Nos últimos dias, uma grande mobilização popular se formou no país entre os pacientes com câncer. O objetivo é derrubar o recente veto que o presidente Jair Bolsonaro impôs ao projeto de lei que obriga os planos de saúde a pagarem os remédios orais contra a doença. Em poucos dias, um abaixo-assinado liderado Instituto Vencer o Câncer arregimentou 145 mil assinaturas colhidas pela plataforma a Change.org. “A liberação salvaria a vida de 50 mil pessoas anualmente, já que essas medicações são responsáveis por 70% dos tratamentos oncológicos”, diz o oncologista Fernando Maluf, dos hospitais Beneficência Portuguesa e do Albert Einstein, em São Paulo, idealizador do projeto. A seguir, Maluf detalha o impacto da ausência desse tipo de droga no tratamento dos tumores e fala dos tratamentos que chegarão em um prazo curto de tempo e transformarão o perfil da doença no mundo.

Entrevista: 'Idosos não só transam, como também gostam de transar', diz psiquiatra Carmita Abdo

Por que os remédios orais são tão importantes no tratamento do câncer?

Sete em cada dez remédios oncológicos são orais. E menos de 5% das farmacêuticas produzem um mesmo medicamento em duas versões, oral e injetável. Significa que estamos sendo privados de mais da metade das medicações disponíveis mundialmente. Essas terapias orais foram criadas para quase todo tipo de tumor. O veto ao projeto de lei que facilita o acesso aos doentes é um erro capaz de ceifar milhares de vida por ano, entre crianças, adolescentes e adultos.

Quais são os obstáculos para eles entrarem no Brasil?

A liberação dos orais pouparia a vida de 50 mil pessoas ao ano no país. Não estou nem me referindo aqui ao Sistema Único de Saúde, um cenário muito mais abrangente e complexo. Falo dos que têm acesso a planos de saúde. Muitas pessoas não sabem do processo de autorização dos remédios orais, completamente diferente em relação aos intravenosos. Quando uma droga é desenvolvida, a empresa farmacêutica submete o estudo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No caso dos remédios intravenosos para câncer, assim que a Anvisa libera, eles ficam disponíveis para o uso de pacientes que tenham convênio médico. Só que para as medicações orais há mais uma etapa, eles têm de passar por uma segunda aprovação, feita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Esse aval pode levar até três anos para ocorrer. Ou seja, para muitos doentes, não dá mais tempo para receber o tratamento. São remédios caros, que custam de 5 mil a 30 mil reais ao mês, pouquíssimas pessoas podem comprá-los. Não existe isso em lugar nenhum no mundo, só no Brasil. Essa segunda etapa não é baseada em nenhum parâmetro médico. O projeto de lei retira a necessidade de existir essa segunda lista de aprovação. A Anvisa é a responsável pela liberação de remédios, não faz sentido essa burocracia.

Mesmo com os avanços nos conhecimentos da doença, o câncer é ainda a segunda causa de morte no mundo. A medicina um dia vai vencer essa batalha?

As últimas descobertas nos fizeram ver a doença de uma outra forma e justificam o fato da incidência ser cada vez maior. Pelo menos a metade dos tumores está relacionada ao estilo de vida. É muita coisa. De 10% a 15% estão associados à genética e o restante a uma série de fatores, incluindo infecções, como hepatite e HPV. Um dos maiores impactos dos maus hábitos está na má alimentação – consumo exagerado de enlatados, embutidos e gorduras, por exemplo. Uma dieta desregrada pode ter o mesmo peso que o cigarro, para você ter uma ideia. Defendo inclusive a ideia de que os alimentos que estimulam o surgimento do câncer sejam vendidos em embalagens com o alerta de que são nocivos, assim como se faz com o cigarro. Idem para o álcool, outro fator de risco. Comprar uma pinga com uma pessoa morrendo no rótulo inibiria muita gente. O sedentarismo influencia também. A atividade física é protetora, assim como os bons alimentos, como a cúrcuma, o tomate e o chá verde.

Bm-estar: Veja cinco dicas para acabar com o refluxo e a queimação

O que devemos esperar de novidades nos tratamentos em um prazo curto de tempo?

Eu diria que muito brevemente, em no máximo em dois ou três anos, o perfil da doença será outro. Teremos uma revolução nos tratamentos do câncer. Há pelo menos duas novidades que me entusiasmam muito. Uma delas são os testes moleculares, os biomarcadores, já disponíveis para alguns tumores, mas que se tornarão ainda mais sofisticados. Como se fosse uma roupa feita por um alfaiate, trata-se de um recurso que permite identificar o câncer de forma individual, com o rastreamento do subtipo do tumor que acomete o doente. Isso torna o tratamento mais preciso, eficaz. Ele vai também servir para avaliar um paciente que tenha se submetido a tratamentos, se ele está ou não de fato curado, e eliminar muitas vezes os infinitos exames que hoje são feitos nessa fase. Esses biomarcadores podem, inclusive, definir que uma pessoa não precisa ser tratada. A depender do tipo do câncer, como muitos de próstata, a melhor opção é essa mesma, não tratar. Apenas observar por exames se a doença evolui ou não e descartar terapias desnecessárias ou inefetivas. Muito em breve teremos também uma sorte de remédios, mais especificamente de anticorpos, ligados a drogas que colam diretamente no tumor e liberam o remédio dentro das células doentes.

Há novidades tão expressivas na área dos diagnósticos?

Teremos dentro desse prazo testes genéticos que rastreiam o câncer cinco anos antes de ele atingir os órgãos. Ou seja, poderemos tratar a doença antes de ela se manifestar pelos exames clínicos convencionais.

O que falta para se chegar à cura total dos cânceres?

Nos últimos dez anos evoluímos drasticamente. Hoje, cerca de 70% dos tumores rastreados no início são curados. A taxa com o câncer de próstata chega a 90%. E com os cânceres avançados, por volta de 40%. Não diria que um dia a doença metastática será erradicada em todos os casos, mas certamente será crônica. Ou seja, conviveremos com ela sem que nos mate.

Nos EUA: Nova radioterapia mais efetiva e com menos efeitos colaterais é testada

Algum tipo de câncer um dia será erradicado?

O câncer de colo de útero e encaixa mais perfeitamente nesse cenário. Pelo simples fato de que existe uma vacina para preveni-lo, que é a do HPV. O vírus é transmitido principalmente pela relação sexual e é o principal causador desses dois tumores. Defendo a tese, inclusive, de que a vacina deveria ser dada nas escolas. A faixa correta da imunização é entre os 9 e 13 anos de idade. E aqui surge um problema. O imunizante é cercado de preconceitos, infelizmente. Vejo relatos de pais com medo de que a vacina influencie de alguma forma vida sexual de seus filhos ou provoque efeitos colaterais. Vacinação associada a rastreamento em massa das doenças e o exame de Papanicolau certamente erradicariam esse tumor que ainda é tão incidente.

A pandemia afetou muito o perfil da doença?

O medo da Covid-19 colocou todas as outras doenças em segundo plano. No caso do câncer o impacto foi brutal. No ano passado especialmente, quando ainda não tínhamos vacinas, o cenário foi pior. As pessoas ficaram com medo de ir ao hospital, muitos descontinuaram os tratamentos e os serviços de check-up foram esvaziados. Estima-se que a mortalidade por câncer tenha crescido pelo menos 20% globalmente. Mas as coisas já estão entrando nos eixos.

Adblock test (Why?)


‘Em três anos o tratamento do câncer viverá uma revolução’, diz oncologista - Jornal O Globo
Read More

Covid-19: variante Delta dobra risco de hospitalização, aponta estudo - VivaBem

Especialistas dizem que esse resultado reforça por que é importante que as pessoas sejam totalmente imunizadas.

Uma pessoa têm duas vezes mais chances de precisar de cuidados hospitalares se estiver doente por causa da variante Delta do coronavírus em comparação com a variante Alfa.

Especialistas dizem que esse resultado, de um grande estudo publicado na revista The Lancet, reforça por que é importante que as pessoas sejam totalmente imunizadas.

A vacinação reduz o risco de infecções graves por qualquer uma das variantes, embora a Delta seja a principal ameaça atualmente em grande parte do mundo.

O estudo, liderado pela agência governamental Public Health England (PHE) e o Conselho de Pesquisa Médica, analisou 43.338 casos de covid-19 que ocorreram entre março e maio.

A maior parte dessas infecções foi em pessoas que ainda não haviam sido vacinadas.

A maioria não precisou ser internada, mas, para 2,3% das pessoas infectadas com a Delta e 2,2% das pessoas infectadas com a Alfa, isso foi necessário.

Mas as pessoas infectadas com a variante Delta eram mais jovens, em média.

Quando os pesquisadores ajustaram os dados conforme a idade dos pacientes e outros fatores que são conhecidos por afetar a gravidade da doença, eles concluíram que a infecção pela Delta tinha um risco de hospitalizado duas vezes maior.

Especialistas dizem que a imunização completa deve reduzir esse risco. Na maioria das vacinas, é necessário tomar as duas doses para se obter a proteção máxima.

Até o momento, só 28% dos brasileiros estão totalmente imunizados, de acordo com dados do Ministério da Saúde, e 60% estão parcialmente imunizados.

"Já sabemos que a vacinação oferece excelente proteção contra a Delta, e é vital que aqueles que não receberam duas doses da vacina faça isso o mais rápido possível", disse o médico Gavin Dabrera, da PHE.

"Também é importante que, se você tiver sintomas de covid-19, fique em casa e faça um teste o mais rápido possível."

Adblock test (Why?)


Covid-19: variante Delta dobra risco de hospitalização, aponta estudo - VivaBem
Read More

EUA proíbem a venda de cigarros eletrônicos de três fabricantes, questionando os efeitos na saúde - Jornal O Globo

RIO — Em decisão inédita, a agência regulatória de medicamentos americana, a FDA, proibiu três empresas de vender e fabricar cigarros eletrônicos aromatizados no país. As fabricantes JD Nova Group LLC, Great American Vapes e VaporSalon devem tirar do mercado os vaporizadores que estão tanto em comercialização, como em planejamento.

Bem-estar: Novas técnicas renovam transplante capilar, com resultado mais natural

A agência alegou que não foram apresentadas “evidências de que eles têm um benefício para fumantes suficiente para superar a ameaça à saúde pública representada pelos níveis alarmantes e bem documentados de uso de tais produtos pelos jovens”.

Esta foi a primeira vez que a FDA proibiu a comercialização de vaporizadores que chegaram ao estágio de revisão científica. Os Estados Unidos exigem que todos os produtos desse nicho demonstrem que são “adequados para a proteção da saúde pública”. Para isso, no ano passado, a agência de saúde havia encerrado em 9 de setembro o prazo para que as empresas apresentassem documentos que comprovassem que seus cigarros eletrônicos não eram nocivos. Mais de 500 fabricantes enviaram os papéis de mais de 6,5 milhões de produtos de tabaco para serem analisados.

“Garantir que novos produtos de tabaco passem por uma avaliação do FDA é uma parte crítica de nosso objetivo de reduzir doenças e mortes relacionadas ao tabaco. Sabemos que esses produtos são muito atraentes para os jovens, portanto, avaliar o impacto do uso potencial ou real dos jovens é um fator crítico em nossa tomada de decisão sobre quais modelos podem ser comercializados”, disse em um comunicado Janet Woodcock, médica e comissária em exercício da FDA.

Efeito na saúde

Muitos consumidores do cigarro eletrônico justificam o uso afirmando que ele é menos prejudicial que o cigarro convencional. Outros o apontam como um caminho para deixar de fumar. No entanto, os malefícios dos dois são bem semelhantes.

— Os cigarros convencionais apresentam um grande risco porque a queima das folhas de tabaco produz o alcatrão, que contém uma série de substâncias cancerígenas. No entanto, o dispositivo eletrônico é feito com vários metais pesados e algumas substâncias que também são cancerígenas quando o líquido que contém a nicotina é aquecido — explica Liz Almeida, coordenadora de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional do Câncer, o Inca.

Entrevista: ‘Passar por essas pacientes sem se emocionar é difícil', diz médico referência em operações de pessoas trans

A proibição da venda desses cigarros eletrônicos abre caminho para a discussão sobre os danos do hábito sobretudo com o principal consumidor — os jovens.

Os novos cigarros eletrônicos possuem três vezes mais nicotina que os modelos antigos, o que equivale à substância contida em um maço de 20 cigarros comuns.

A nicotina usada é mais concentrada, e seus sais diminuem o efeito incômodo na garganta. O resultado disso é que o trago fica mais potente, gerando mais rapidamente a sensação de prazer causada pela nicotina. Essa substância estimula a produção de dopamina, neurotransmissor que ativa o comando de satisfação no cérebro.

Associado a isso, os cigarros eletrônicos oferecem opções de sabor, muitas vezes adocicados. Somados ao vapor no lugar de fumaça e a ausência do cheiro incômodo do tabaco nas mãos, roupas e o gosto na boca, os vaporizadores caíram nas graças dos jovens.

Todos esses fatores aumentam o risco de vício nesse tipo de tabagismo moderno, principalmente entre os mais jovens.

Anvisa proíbe

Nos Estados Unidos, o consumo de cigarro eletrônico por jovens é tão alto que em 2019 ele foi classificado como uma epidemia, após hospitais reportarem mais de 2.500 internações e 50 mortes causadas por problemas pulmonares em usuários. E no Brasil a tendência é de crescimento desse tipo de tabagismo. Influenciadores digitais com mais de 100 mil seguidores compartilham suas rotinas nas redes sociais fumando os vaporizadores e contando suas “vantagens” em relação ao cigarro comum. Isso incentiva o público também jovem a consumir.

Alimentação: Veja cinco dicas para acabar com o refluxo e a queimação

— Com essa adesão da população jovem, para a qual a indústria está voltando toda a sua publicidade, existe um risco de reverter a redução importantíssima do número de fumantes no Brasil, que em 1989 representava 35% da população com 18 anos ou mais e que hoje está na faixa de 12,8%. A ideia da indústria é ter uma nova geração de pessoas dependentes da nicotina — afirma Almeida.

A Anvisa proibiu a comercialização e importação do produto, no entanto, não há proibição quanto ao consumo. Isso significa que pessoas podem comprar no exterior e trazer para uso próprio no Brasil. Mais: é fácil encontrar cigarros eletrônicos à venda nas redes sociais.

Adblock test (Why?)


EUA proíbem a venda de cigarros eletrônicos de três fabricantes, questionando os efeitos na saúde - Jornal O Globo
Read More

Quais alimentos são ricos em gordura boa? Nutricionista indica 5 opções para incluir já no prato - uol.com.br

O azeite pode ser consumido tanto in natura quanto aquecido, na preparação de algum prato quente. No entanto, para aproveitar melhor as propriedades do óleo, você deve ingeri-lo frio. O azeite também já foi taxado de vilão, porém garante inúmeros benefícios para a saúde. Ele possui gorduras boas, vitaminas, antioxidantes e previne as doenças cardiovasculares.

Adblock test (Why?)


Quais alimentos são ricos em gordura boa? Nutricionista indica 5 opções para incluir já no prato - uol.com.br
Read More

Governo de Minas entrega 11 ônibus do Transporta SUS em Curvelo - Agência Minas Gerais

Seguindo a meta de levar os serviços de saúde cada vez mais próximos ao cidadão, o Governo de Minas , por meio da Secretaria de Estado de Sa...