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Saturday, December 25, 2021

A história de quem passou a noite de Natal no hospital em 2020 e, este ano, ganhou de presente a saúde e a celebração da data com a família - Extra

Nilson, Mary, Maria da Glória, Maria José e Leonardo. Com quadro grave de Covid-19, os cinco passaram o Natal de 2020 no hospital. O cenário de leitos e respiradores foi o mesmo dos primeiros minutos de 25 de dezembro para Thales, Priscila, Cláudio, Naila e Rosângela, só que eles estavam de plantão para salvar a vida de quem contraiu o coronavírus, quando a doença superlotava emergências e CTIs. Mas, hoje, o Natal de todos os dez, sejam os pacientes que sobreviveram à internação ou os profissionais de saúde, em nada lembra aquele de tensão máxima que ficou na memória. O dia está sendo para celebrar a vida ao lado de suas famílias, os melhores presentes que poderiam ganhar — junto, claro, com uma boa saúde.

Nilson Neves, com a mulher, filhos, noras e netos: família reunida no Natal
Nilson Neves, com a mulher, filhos, noras e netos: família reunida no Natal Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Chegar até aqui, no entanto, não foi fácil para alguns deles. A batalha pela sobrevivência foi árdua, por exemplo, para o economista aposentado Nilson Neves, que completou 73 anos em agosto. Foram 202 dias no Copa D’Or, precisando ser entubado duas vezes. Internado no início de dezembro de 2020, ele passou as bodas de 50 anos de casado no hospital, e recebeu alta apenas em junho. Ainda com sequelas, Nilson faz fisioterapia respiratória e motora.

— Só tenho lembrança do que aconteceu de maio para cá, quando acordei, pouco antes do meu aniversário de 50 anos de casado. Muitas coisas aconteceram. Mas eu tinha que passar por elas e voltar para deixar marcado esse período — diz ele, emocionado e agradecendo à equipe do médico Rafael Pottes, que o atendeu no hospital, e aos fisioterapeutas, que o ajudam hoje. — É uma vitoria, uma perseverança. Graças a Deus e aos profissionais de saúde, consegui vencer a Covid.

É com a voz embargada, pelo sentimento, e ofegante, em decorrência de problemas respiratórios, que Nilson fala do Natal de 2021 ao lado da mulher, dos dois filhos, das noras e de seus dois netos, de 10 e 14 anos:

— Este ano, eles não sentiram a minha falta. O melhor presente é poder estar com minha família.

Mas o filho Fabiano garante que, mesmo separado fisicamente, o pai não esteve ausente no ano passado:

— Vocês pensam que não, mas passamos juntos o Natal de 2020. Embora estivéssemos só nós presencialmente, ele estava com a gente. Senão, não estaria aqui hoje.

Mulher de Nilson, Vera Camargo da Silva Neves enfeitou a casa do casal e preparou a rabanada para levar para o apartamento do filho Luciano, no Leblon, onde houve a ceia:

— Agora, é só alegria. Digo que a gente está em estado de graça.

‘Se você não tiver saúde não tem graça nenhuma’

Internada no Badim, no Macaranã, a dona de casa Mary Augusta Carvalho Germano, de 66 anos, ganhou uma nova chance de viver, segundo os médicos Antonino Eduardo Neto e Marcelo Dibo, que a atenderam, tamanha a gravidade do quadro. Ela ficou 40 dias no hospital. Embora não seja atleta, nadou no passado, o que, na avaliação dos médicos, está ajudando em sua recuperação. Graças à natação, que retomou este mês, Mary melhorou o equilíbrio e já consegue entrar e sair sozinha da piscina.

— Minha mulher chegou ao hospital com mais de 90% dos pulmões comprometidos, e ficou entubada por sete, oito dias. No Natal, tinha saído do CTI e estava no quarto. Os médicos abriram a possibilidade de eu passar a noite com ela. Sabíamos que era Natal, mas estávamos longe de nossa filha. E foi um Natal tenso, triste. Eu não poderia falar para ela que a mãe do namorado de nossa filha tinha morrido de Covid, nem que um irmão dela estava em estado grave em Belém (Armando, de 71 anos, faleceu dia 1º de janeiro) — recorda o marido, o engenheiro aposentado Sérgio Bragantine.

Mary, com o marido Sérgio e a filha Carolina:
Mary, com o marido Sérgio e a filha Carolina: "O mais importante é a saúde. Não adianta dinheiro, não adianta prazeres" Foto: Divulgação/Arquivo O GLOBO

Este ano, ele, Mary e a filha Carolina, de 29 anos, decidiram participar da ceia na casa de uma irmã de Sérgio, na Barra. Mary quis festejar o Natal. Contudo, a mãe do futuro genro e os dois irmãos que perdeu para a Covid-19 — sua irmã Nena, de 67 anos, morreu dois meses após Mary deixar o hospital — estavam em seu pensamento.

— A gente fica balançada com as perdas. Fora o que a gente passa. Às vezes, vou dar uma virada, e perco o equilíbrio. Mas estou bem, graças a Deus — diz ela, soluçando, que quer de presente saúde, o fim da pandemia e a conscientização das pessoas: — Queria que todo mundo levasse a sério essa doença. O mais importante é a saúde. Não adianta dinheiro, não adianta prazeres. Se você não tiver saúde, não tem graça nenhuma. As coisas ainda estão muito difíceis. Peço saúde para mim, para a família e para todos que estão sofrendo com isso. Espero que melhorem as coisas. Para todos.

Duas Marias que nunca mais se viram

Já duas Marias, uma da Glória e outra José de Sá estavam internadas na mesma enfermaria do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, na noite de 24 de dezembro de 2020. As duas passaram a meia-noite orando pelos enfermos, familiares e profissionais de saúde do hospital. Antes, conseguiram fazer chamadas de vídeo com as suas famílias. As outras pacientes da enfermaria estavam em situação pior, sem conseguir se levantar.

— Só sei que a colega que passou o Natal comigo se chamava Maria — diz a viúva Maria da Glória Almeida de Faria, uma auxiliar de enfermagem aposentada. de 74 anos, moradora de Irajá, que tinha sido removida do Hospital Estadual Carlos Chagas. — Entrei no Gazolla com tosse seca e pulmão com 50%. Fiquei três dias no oxigênio. Depois, foram mais seis dias tomando medicação. Tive alta na tarde do dia 25 de abril. Infelizmente vieram as sequelas. Tive arritmia séria, e fiquei hipertensa, com depressão e ansiedade.

Maria da Glória vai passar o Natal com o filho e o neto
Maria da Glória vai passar o Natal com o filho e o neto Foto: Divulgação

Para este ano, Maria da Glória se programou para um Natal como antes da internação. A ceia foi com a pequena família que tem no Rio e mora com ela: o filho, de 54 anos, e o neto, de 22.

— A gente sempre foi de ficar em casa. Nunca foi de festa e badalação. Este ano, o que fiz de diferente foi agradecer muito a Deus e pedir saúde — conta.

As duas Marias nunca mais se viram desde a internação. A auxiliar administrativa Maria José de Sá Vieira passou o aniversário de 59 anos, o Natal de 2020 e o Ano Novo no Ronaldo Gazolla. Foram 22 dias no hospital.

— Eu apaguei, fiquei alguns dias apagada, quase fui embora, mas voltei para contar a história. No dia de Natal estava lúcida, orientada, acordada, sabendo quem eu era. Infelizmente, vi senhorinhas que entravam na enfermaria. Na mesma hora, era um desespero. Levavam para o CTI, e não voltavam mais. Outras entravam ofegantes, sem respirar, e, no dia seguinte quando eu acordava, a cama estava vaga — conta ela.

Maria José com mãe:
Maria José com mãe: "Quase fui embora, mas voltei para contar a história" Foto: Divulgação

Maria José passou o Natal em casa ao lado da mãe Adelina, de 86 anos, além do irmão e da cunhada, que moram no mesmo quintal, na Praça Seca:

— Não vou para aglomeração. Só saio para trabalhar; para aglomerar, não. Este ano, com certeza, não foi gual ao que passou. Deixa para eu morrer bem velhinha. E o que mais desejo é saúde e paz, e que as pessoas tenham bom senso.

Agradecimento por não ficar com sequelas

Diferentemente de Mary, Nilson e das duas Marias, que não descuidaram da prevenção, o barbeiro Leonardo Ribeiro Prado, de 44 anos, morador do Gradim, em São Gonçalo, faz mea-culpa por não ter sido rigoroso com as medidas de proteção. Ele ficou 22 dias internado no CTI do Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói.

— Não cheguei a ser entubado. Fiquei dez dias em coma induzido, muito mal. Depois, vi muita gente morrer. No Natal do ano passado, era o único que não estava entubado. Foi muito doloroso. Nunca passei longe da minha família. O legal foi que um médico fez uma chamada de vídeo. Consegui falar com a minha esposa Marli e a minha filha Ana Luzia. Quando ouvi fogos, pensei: “deve ser meia-noite”. Os enfermeiros vieram com uma rabanada, e disseram: “feliz Natal”. E eu só chorava.

No dia 26 de dezembro, um dia após o aniversário de 19 anos da filha, ele teve alta. As recordações, porém, o acompanham:

— Lembro de um senhor chamado Adalberto, um negro forte. Dei entrada muito ruim, e ele falante. Na noite de Natal, ele conseguiu vaga no CTI. Foi logo entubando, e morreu no dia 25.

Este ano, seu Natal foi de agradecimento não só por ter sobrevivido:

— Agradeço por fazer parte do grupo de 20% daqueles que venceram a Covid sem nenhuma sequela.

‘Tivemos que ter força’

Enfermeiro desde 2005, Cláudio Veríssimo da Silva Nunes Júnior, de 34 anos e morador de Triagem, que trabalha no Ronaldo Gazolla, está acostumado a plantões. Contudo, o do ano passado, fugiu a rotina:

— Era uma doença nova. Hoje, estamos adaptados, mas naquela época estávamos assustados até para trabalhar. Tivemos que ter força. É nossa profissão. Mas, graças a Deus, o plantão foi sem nenhum óbito no meu CTI, onde eu era responsável por dez pacientes. Para não fugir do foco do Natal, cada um levou alguma coisa ou deu dinheiro para um prato de bacalhau, e jantamos no refeitório do CTI. Entrei 7h da manhã do dia 24 e saí 7h de 25 de dezembro. Era meu aniversário, e o máximo que consegui foi almoçar com a família.

O enfermeiro Cláudio, com a companheira, os dois filhos e a sobrinha:
O enfermeiro Cláudio, com a companheira, os dois filhos e a sobrinha: "Estar com a família reunida e com saúde é o presente nesse Natal que quero para sempre" Foto: Divulgação

De férias, este ano Cláudio resolveu passar o Natal em Arraial do Cabo, com sua companheira e os filhos, de 10 anos e 1 ano e cinco meses. Ele retorna para o plantão do réveillon:

— Estar com a família reunida e com saúde é o presente neste Natal que quero para sempre. A gente leva o resto. Passei quase dois anos num CTI vendo pacientes que sequer podiam tomar um copo d’água, porque podiam broncoaspirar e morrer.

‘Que não tenhamos uma nova onda de Covid’

Moradora do Recreio, a médica intensivista Naila Monnerat Modenesi, de 37 anos, foi mais uma profissional que passou a meia-noite do dia 24 de dezembro de 2020 no Gazolla. Foi uma noite e uma madrugada agitadas, em que CTI onde estava recebeu quatro novos pacientes após 19h. Os seus filhos, hoje com 6 anos, e 2 anos 9 meses, tinham ficado com o pai.

Este ano, Naila decidiu botar o pé na estrada, com o marido e as crianças. Resolveu iri para Bom Jesus, no interior, passar o Natal com os pais, o irmão e a cunhada:

— O que desejo é que não tenhamos uma nova onda de Covid, porque a gente definitivamente está exausto. Passamos os últimos dois anos mais complicados de nossas vidas.

‘A gente nunca sabe o que vem por aí’

Também intensivista e especialista em clínica médica, Thales Teixeira, de 34 anos, estava no CTI do Copa Star na noite de 24 de dezembro de 2020:

— Naquele momento vimos um novo aumento de casos e de pacientes internados. Foi uma época de bastante movimentação, com os hospitais bastante cheios. Tínhamos muitos pacientes novos, de uma faixa etária que se aproximava dos 40 anos, diferentemente da primeira fase da Covid. Eram jovens que estavam internados bastante graves.

Quando deu meia-noite, lembra ele, em revezamento, os profissionais deram uma trégua de alguns minutos para telefonar para a família, fazer uma reflexão sobre o momento em que passavam, desejar dias melhores aos colegas e comer a ceia oferecida pelo hospital.

O médico Thales (camisa estampada), ao lado dos pais, do irmão e da avó: família unida no Natal de 2021
O médico Thales (camisa estampada), ao lado dos pais, do irmão e da avó: família unida no Natal de 2021 Foto: Divulgação

Thales, que este ano perdeu um avô com Covid, diz que se concedeu o direito de não trabalhar neste Natal. Sua ceia foi na casa da avó paterna, Eny, em Marechal Hermes, ao lado dos pais e do irmão.

— Com todas as medidas de segurança, até porque estamos com um surto de influenza, passamos o Natal em família. Este ano eu me prometi estar com minha família. A gente nunca sabe o que vem por aí, quanto tempo resta a todos nós. Então, o importante é tentar estar mais próximo da família e dos amigos — observa Thales. — Este ano, se estivesse de plantão em algum hospital, tentaria conseguir um substituto. Às vezes uma folga é importante. E meu presente foi estar com a minha família.

‘Ano passado, nem pisca-pisca tinha em casa’

A enfermeira Priscila da Silva Rodrigues Correa, de 27 anos, do Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, é outra que quis festejar como nunca o Natal de 2021. Estava de plantão nas noites de 24 e 31 de janeiro de 2020. Sem falar que, como era da linha de frente da Covid, ficou muito tempo isolada da família: seu pai se mudou para casa da irmã de Priscila; e a enfermeira ficou meses afastada da filha Katharina, de 8 anos, e do marido André Luis, mesmo morando no mesmo apartamento.

— Ficamos em quartos seperados um bom tempo, uns cinco ou seis meses. Ficava com muito medo, tinha crise de ansiedade com aquela situação diferente. Este ano, está tudo mais tranquilo. Hoje sou enfermeira de rotina, trabalho de segunda à sexta no CTI. Ano passado, nem pisca-pisca tinha em casa. Este ano eu consegui, graças a Deus, colocar a minha árvore de Natal — afirma ela, que planejou passar a noite de Natal na casa dos pais.

Priscila da Silva Rodrigues Corrêea com seu marido André Luis Alves, a filha Katharina e seus pais Hozanete e Alberto
Priscila da Silva Rodrigues Corrêea com seu marido André Luis Alves, a filha Katharina e seus pais Hozanete e Alberto Foto: Ana Branco / Agência O Globo

‘Já teve muita tristeza no mundo inteiro’

Colega de profissão de Priscila, a enfermeira Rosângela Vitoriano da Silva Rodrigues, de 48 anos, no Natal passado, saiu do Pró-Cardíaco às 7h da manhã, descansou um pouco, fez a torta de bacalhau e o arroz com passas para a ceia dos filhos, e rumou para o plantão do Gazolla:

— Antes de eu sair, a gente fez uma oração. Quando falo disso fico muito emocionada. Foi mais um Natal sem os meus filhos (de 27 e 16 anos), mas com eles no meu coração. Mas eles ficaram bem, super felizes. Disse que iria cuidar de quem está doente, sem a família. Enfermeiro fica 24 horas na beira do leito. Damos aquele aperto de mão, aquele abraço, aquele carinho para os pacientes. Comemorei meu Natal de 2020 com eles.

Rosângela tinha ficado quase dois anos e meio estudando e fazendo trabalho missionário em Málaga (Espanha), e Liverpool (Inglaterra). Voltou pouco antes da pandemia.

— Este ano quero passar com alegria o Natal e o Ano Novo. Já teve muita tristeza no mundo inteiro. Muita gente foi embora. Não tenho como contabilizar, mas muitos morreram no meu CTI. É triste quando a gente sai de um plantão e volta no outro, olha para para um leito e vê que é outra pessoa que está ali. Ou quando a gente briga muito, coloca no respirador, faz de tudo, e, no final, a pessoa faz uma parada, morre e não tem mais jeito. Isso vai mexendo muito com a gente. Teve plantão de eu chegar em casa chorar, chorar, chorar, tomar banho e, só depois, eu conseguir dormir — revela.

A enfermeira Rosângela com os dois filhos:
A enfermeira Rosângela com os dois filhos: " Este ano quero passar alegria. Já teve muita tristeza no mundo inteiro" Foto: Divulgação

A enfermeira, que teve Covid leve, lembra ainda de colegas de profissão que morreram da doença:

— Era um momento em que a gente ficava muito sensibilizado, muito mal. Mas eu pensava: “quem está aqui (no hospital), precisa de cuidados. Em 2020, você saía de casa com a certeza de que iria cuidar de pessoas, mas que também poderia se contaminar. Para mim, é uma vitória ver o resultado que alcançamos este ano.

Entre os pedidos de muita saúde, após 25 de serviço, Rosângela queria conseguir a aposentadoria especial este ano:

— Queria fechar a minha carreira agradecendo a Deus por ter passado por tudo isso, visto tudo isso, ter sido útil. Mas queria outro presente: poder cuidar de galinha, plantar alface, ficar na natureza.

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Friday, December 24, 2021

Dificuldade para dormir? Veja 10 alimentos que combatem a insônia - Tudo Bahia

Alguns alimentos produzem substâncias indispensáveis para a qualidade do sono, como a vitamina B6, magnésio e o triptofano.

Para maioria da população, principalmente a que mora nos grandes centros urbanos, dormir 8 horas por noite é quase uma exceção. O ritmo acelerado do dia a dia e o estresse desencadeado pela correria são responsáveis por afetar o sono das pessoas. Por esse motivo, é que a insônia é um dos distúrbios do sono que mais as acomete, seguido pelo ronco e a apneia.

No Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% da população sofre com a insônia. Dado que é preocupante, pois a privação de sono afeta o sistema imunológico, aumenta o risco de morte e de desenvolver doenças como hipertensão, diabetes, depressão, obesidade e as cardiovasculares.

Quando em um quadro crônico, a insônia está associada a acidentes automobilísticos, domésticos e no trabalho. Segundo especialistas, a insônia é um distúrbio caracterizado pela demora em pegar no sono ou em se manter dormindo durante o período de repouso. Ele pode ser passageiro, quando desencadeado por situações emocionais ou fatores externos, ou pode ser mais duradouro.

A boa notícia para quem sofre desse transtorno é que a alimentação pode ser uma grande aliada na hora do sono, pois alguns alimentos produzem substâncias indispensáveis para a qualidade do sono, como a vitamina B6, magnésio e o triptofano.

Confira os alimentos que ajudam a combater a insônia

  • Grãos integrais: são fontes de carboidratos e possuem vitaminas e minerais que auxiliam na melhor absorção de triptofano;
  • Castanhas e sementes: elas são fontes ricas em triptofano, que fornecem magnésio, responsável por auxiliar no combate dos efeitos do hormônio do estresse. Exemplos desse tipo de alimento: linhaça, gergelim, castanha-do-pará, pistache, amêndoas, sementes de chia, etc.;
  • Aveia: fonte de melatonina, hormônio que facilita o sono;
  • Grão de bico, ervilha, feijão, lentilha e soja: fontes ricas de vitamina do complexo B, que auxiliam no bom funcionamento do sistema nervoso;
  • Banana: rica em carboidrato e magnésio, substâncias que auxiliam na produção de serotonina e melatonina, hormônios que contribuem para a qualidade do sono;
  • Frutas vermelhas e kiwi: fontes de antioxidantes, que auxiliam no controle e no tratamento dos distúrbios do sono;
  • Maracujá: possui propriedades calmantes, que atuam diretamente no sistema nervoso central, produzindo efeito analgésico e relaxante muscular
  • Leite, mel, queijo branco e tomate: alimentos ricos em triptofano, que favorece a produção de melatonina e de serotonina, auxiliando na diminuição da ansiedade;
  • Alho, salmão e espinafre: fontes ricas de magnésio que podem ajudar na melhora do sono por diminuírem os níveis de cortisol, o hormônio do estresse;
  • Sardinha, atum e nozes: fontes de ômega – 3, gordura saudável que atua na redução da inflamação cerebral, o que ajuda o cérebro a adormecer com naturalidade.

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Com avanço da ômicron, OMS pede a famílias que cancelem festas de Natal - Rede Brasil Atual

São Paulo – Diante da explosão de casos de covid-19 causados pela variante ômicron em diversas partes do mundo, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, pediu nesta terça-feira (21) para que as famílias cancelem as celebrações de Natal. “Todos queremos passar tempo com a família e amigos. Mas um evento cancelado é melhor do que uma vida cancelada”, disse Adhanom. “É melhor celebrar mais tarde do que celebrar agora e chorar depois”.

Ele voltou a alertar que a ômicron se espalha muito mais rapidamente que a variante delta. Neste cenário, as festas de fim de ano podem contribuir decisivamente para a disseminação da nova cepa. Em especial, as pessoas que ainda não tomaram a dose de reforço podem estar mais vulneráveis.

A nova variante é capaz de escapar da proteção conferida por duas doses das vacinas, ou pelo imunizante de dose única, de acordo com estudos recentes. A OMS alerta inclusive para o risco de pessoas que se recuperaram da covid-19 serem reinfectadas pela ômicron.

Nesse sentido, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, voltou hoje para o erro de se considerar a ômicron uma variante “mais branda” do novo coronavírus. “É insensato pensar que esta é uma variante branda, que não causará doenças graves. Com o número de doentes aumentando, todos os sistemas de saúde ficarão sob pressão.”

Mais uma vez, o diretor da OMS afirmou que, em 2022, a organização “estará empenhada em fazer todo o possível para acabar com a pandemia”. E que, para tanto, é preciso ampliar o acesso às vacinas em todos os países. “Se quisermos acabar com a pandemia no próximo ano, deveremos acabar com a desigualdade na vacinação, garantindo que 70% da população de todos os países esteja vacinada até meados do ano que vem”, disse Adhanom.

Ômicron dominante

Nos Estados Unidos, a ômicron já é a variante dominante, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A nova cepa causou 73% dos novos casos registrados na semana passada, segundo as autoridades federais de saúde. Nestes poucos dias, a contaminação pela ômicron aumentou em quase seis vezes.

O órgão informou ainda que, em algumas regiões, como no estado de Nova York, os índices de infecção pela cepa atingem cerca de 90% dos novos casos. O mesmo ocorrendo em regiões do centro-oeste e nordeste do país.

A diretora do CDC, Rochelle Walensky, disse hoje que esses números “não surpreendem”. Isso porque o comportamento da ômicron tem sido equivalente em outros países. No Reino Unido, Dinamarca e Portugal, por exemplo, as autoridades de saúde destacam que os casos registrados pela nova cepa dobram a cada dois ou três dias.

Na segunda-feira (20), os Estados Unidos registraram oficialmente o primeiro óbito pela ômicron. O homem era morador do Texas e não estava vacinado. Tinha cerca de 50 anos, e sofria também de outras doenças. Além disso, ele já havia testado positivo para a covid-19 anteriormente, de acordo com as agências locais.

Covid no Brasil

Enquanto isso, o Brasil registrou nas últimas 24 horas mais 75 mortes pela covid-19. No entanto, persistem os problemas de comunicação com o Ministério da Saúde. A pasta atribui a instabilidade no sistema a ataques hacker que teriam ocorrido há mais de 10 dias. Os números, portanto, encontram-se defasados. Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Tocantins não conseguiram atualizar seus números. Com o apagão parcial de dados, o total de óbitos confirmados chegou a 617.948.

Nessas condições de insegurança acerca das informações, as autoridades regionais confirmaram 3.621 novos casos no mesmo período. A coleta de dados é feita pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Os casos oficiais registrados seguem em torno de de 22,2 milhões (22.219.477) desde o início da pandemia, em março de 2020.

Números da covid-19 no Brasil. Fonte: Conass

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Postos de saúde de São Paulo voltam a vacinar contra gripe - Folha

Por causa da epidemia de gripe que lota as unidades de saúde e hospitais, a Prefeitura de São Paulo retoma nesta sexta-feira (24) a vacinação contra a doença na capital paulista. Inicialmente serão aplicadas 400 mil doses de um total de 1 milhão de unidades enviadas pelo Instituto Butantan.

Além disso, a partir desta quinta (23), pacientes com sintomas gripais não precisam de agendamento para serem atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Nesta sexta, as unidades de saúde estarão abertas com médicos exclusivamente para o atendimento de pacientes com sintomas respiratórios, além da vacinação contra a gripe.

Os imunizantes que serão utilizados são contra o vírus H1N1 e têm pouco efeito sobre a epidemia atual, provocada pela Darwin, variante da influenza H3N2.

Mesmo essa vacina não tendo eficiência contra o novo vírus, houve uma corrida às clínicas particulares em busca do item. Imunizantes capazes de combater a nova cepa só devem estar disponíveis em março do próximo ano.

Com as vacinas, a secretaria espera reduzir a quantidade de pacientes com sintomas respiratórios que têm procurado.

Nesta retomada da vacinação nos postos de saúde, as doses serão destinadas às pessoas que ainda não se vacinaram em 2021. Gestantes, puérperas, lactantes, idosos acima de 60 anos e crianças de 6 meses a 5 anos completos fazem parte do grupo prioritário.

A vacinação nesta sexta acontece nas 469 UBSs da capital paulista, das 7h às 19h.

A aplicação das outras 600 mil doses que serão enviadas à capital ainda não tem data.​

A campanha de vacinação contra a gripe deste ano terminou em 31 de agosto. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, foram aplicadas 4.470.557 doses, cobrindo 74,7% do público elegível.

Com a epidemia, disparou o número de pacientes com sintomas gripais que procuraram a rede municipal da saúde. Segundo a secretaria, em novembro ocorreram 111.949 atendimentos de pessoas com sintomas gripais, sendo 56.220 suspeitos de Covid-19. Neste mês, até a última terça (20), foram 170.259 pessoas com quadro respiratório, sendo que 79.482 tinham suspeita de Covid.

O aumento de casos fez a Prefeitura de São Paulo reservar leitos para pacientes com esses quadros no Hospital Municipal da Brasilândia, na zona norte da cidade.

Segundo a secretaria, 258 dos 406 leitos do hospital, ou seja, 63,5%, serão apenas para casos de pacientes com Sagrs (Síndromes Respiratórias Agudas Graves). Os demais continuam reservados para tratamento de Covid-19.

Do total para pessoas com sintomas gripais, serão 158 leitos de enfermaria e 100 de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).

Nesta semana, a prefeitura autorizou a contratação emergencial de 280 médicos, além de enfermeiros, para AMAs (Ambulatórios Médicos Ambulatoriais) e para UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) para tentar dar conta da alta nos atendimentos.

Internações

A cidade de São Paulo voltou a registrar aumento nas hospitalizações por suspeita de Covid-19 e por problemas respiratórios. Na semana passada foram computadas 1.170 internações, um crescimento de 47,5% em relação aos sete dias anteriores, quando houve 793 novos pacientes.

Os números foram analisados pelo Observatório Covid-19 Br com base em dados do censo hospitalar organizado pela Fundação Seade, que compila registros de internações fornecidos pelos hospitais diariamente.

Para Roberto Kraenkel, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e integrante do Observatório, essa subida se explica pela presença de um novo agente infeccioso, que pode ser a variante ômicron do coronavírus ou o vírus influenza H3N2, que tem provocado epidemia de gripe em vários estados brasileiros.

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Thursday, December 23, 2021

Treinar até a falha no exercício: saiba se faz mal e para quem é indicado - VivaBem

O conceito de falha na musculação é um termo que causa muitas dúvidas em pessoas que estão iniciando na academia. Mas se engana quem pensa que apenas iniciantes desconhecem o que é a falha e muitas pessoas que treinam há anos também se confundem quando questionadas durante os exercícios de força.

Por isso, vou trazer de forma didática uma explicação sobre o tal treinar até falhar na musculação, que significa não ter mais força para mover um determinado peso durante o exercício, ou seja, quando você tem uma sensação de "trava" e não consegue de forma alguma executar o movimento.

Travar então é arriscado e traz malefícios? Apesar de causar receio aos iniciantes por medo de se machucar ou até vergonha de que os outros ao redor percebam, essa situação na verdade pode ser vantajosa para se obter resultados mais sólidos.

Como assim? Trago um estudo de 2019 avaliando homens que treinaram em situações distintas: um próximo à falha e o outro até a falha —com cargas tanto altas quanto baixas, sendo avaliados os resultados a partir de diferentes níveis de hipertrofia.

Os resultados apontaram que o grupo que treinou com carga alta até a falha obteve 8,1% de hipertrofia, o grupo que treinou com cargas altas e próximo à falha (7,7% de hipertrofia), o grupo que treinou com carga baixa até a falha (7,8% de hipertrofia) e finalmente o último grupo que treinou com carga baixa e próximo à falha (2,8% hipertrofia). Portanto, treinar até falha apresenta-se como uma boa estratégia quando se treina com cargas baixas.

Muito se engana quem pensa que deve priorizar carga o tempo todo, e é interessante pensar que cargas baixas trazem resultados sólidos sendo ainda possível priorizar a execução do movimento preservando-se a qualidade e segurança articular.

Então só vale a pena se treinar até a falha? Não, nem sempre é necessário treinar até a falha. Um dos equívocos mais frequentes de quem pratica musculação é achar que se treinar até a falha na primeira série vai prejudicar as demais.

A pessoa acredita que vale mais se poupar para conseguir fazer as séries seguintes. Com isso, as séries ficam "ruins" pelo simples fato de a pessoa não ter de se esforçar ao máximo, deixando a intensidade do exercício leve e longe da falha muscular.

Por exemplo, se em seu treino está escrito 3 séries de 15 repetições (3x15), o ideal é que a carga usada no exercício seja adequada. Isso é, ao estar próximo das repetições finais representa um esforço muito grande para ser movimentada.

Caso você chegue na 15ª repetição e termine com uma sensação confortável, pode significar que você não chegou nem próximo da falha e vale rever sua carga com o profissional de educação física.

Uma dica valiosa para potencializar os seus resultados é: caso você sinta que pode fazer mais repetições, faça! Mesmo que se ultrapasse o número determinado em sua ficha, vale sentir seu músculo fadigar e o cansaço do corpo após você concluir essas repetições extras. É claro que isso deve ser feito respeitando-se a execução do movimento e a segurança da sua articulação.

Acabei de entrar na academia, devo treinar até a falha? A resposta é não. Um estudo avaliando indivíduos sedentários que iniciaram exercícios demonstrou resultados positivos mesmo não se treinando próximo à falha do movimento. O corpo do sedentário responde ao estímulo novo de maneira distinta de um indivíduo que já treina e é ativo, até do ponto de vista de ganhos neuromusculares.

Para quem está iniciando, sempre reforço a importância do profissional de educação física. Ele é o profissional de saúde apto a avaliar a carga e a intensidade adequadas para você. O objetivo nesse início é para que você aprenda os exercícios e movimentos com segurança, conheça seu corpo e reconheça seus limites tanto para treino quanto para recuperação muscular.

*Colaboração de Rodrigo Kenzo, profissional de educação física do Personal La Posture e Renata Luri, fisioterapeuta doutora pela Unifesp e equipe La Posture

Referências:

Kubo et al., 2020. Effects of 4, 8, and 12 Repetition Maximum Resistance Training Protocols on Muscle Volume and Strength.

Lasevicius et al., 2019. Muscle Failure Promotes Greater Muscle Hypertrophy in Low-Load but Not in High-Load Resistance Training.

Resistance-Trained Individuals Can Underestimate the Intensity of the Resistance Training Session: An Analysis Among Genders, Training Experience, and Exercises.

Stefanaki et al., 2019. Comparing the effects of low and high load resistance exercise to failure on adaptive responses to resistance exercise in young women.

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Viçosa confirma primeiro caso do vírus H3N2 - Primeiro a Saber

A Prefeitura de Viçosa, através da Secretaria Municipal de Saúde, confirma o primeiro caso do vírus H3N2 na cidade. Amostras de materiais colhidos em pacientes com sintomas gripais negativos para Covid-19 foram encaminhadas a Fundação Ezequiel Dias (Funed) para investigação de possível circulação do vírus H3N2 no município. A Vigilância Epidemiológica recebeu o resultado com a confirmação de caso positivo para o H3N2.

Pelo fato de o influenza ser um vírus respiratório, assim como o que causa a Covid-19, a prevenção contra ele ocorre da mesma forma, ou seja, com distanciamento físico entre as pessoas, uso de máscara e higiene das mãos.

Mesmo com letalidade menor que a Covid-19, o H3N2 tem mais chances de evoluir para casos graves em grupos de risco (crianças, idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades). A propagação do vírus pode ter relação com a baixa cobertura vacinal contra a gripe e com a flexibilização das medidas de restrição e prevenção adotadas contra a Covid-19.

Cuidados

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a necessidade dos cuidados e das medidas de segurança que devem ser tomadas durante as festividades de Natal e Ano Novo. O distanciamento social, higienização das mãos, uso de máscaras e vacinação são atitudes eficazes contra a transmissão dos vírus.

Vacinação

A vacina contra a influenza está sendo disponibilizada, nos dias e locais da vacinação contra a Covid-19, para pessoas maiores de 12 anos que ainda não se vacinaram contra a gripe esse ano.

As crianças menores de 12 anos deverão comparecer às Unidades Básicas de Saúde do seu bairro, nos dias de vacinação de cada unidade, acompanhadas dos pais ou responsáveis para serem vacinadas e para a conferência do Cartão de Vacinas de rotina. As ações de imunização são de extrema importância para a proteção contra a doença.

Sintomas

Alguns sintomas do H3N2 podem ser confundidos, inicialmente, com uma gripe comum, porém, pacientes relatam que tiveram reações piores do que quando contraíram a Covid-19, como espirros, tosse, coriza, calafrio, cansaço excessivo, náuseas e vômitos, diarreia (mais frequente em crianças), e moleza.

Incubação

O período de incubação do vírus H3N2 é de três a cinco dias, quando começa a manifestação dos sintomas. Porém, também é possível que uma pessoa tenha a doença de uma forma assintomática, sem apresentar nenhuma reação. Durante o período de incubação ou em casos de infecções assintomáticas, o paciente também pode transmitir a doença. O período de transmissão do vírus em crianças é de até 14 dias, enquanto nos adultos é de até sete dias.

A doença pode começar a ser transmitida até um dia antes do início do surgimento dos sintomas. O período de maior risco de contágio é quando há sintomas, sobretudo febre.

Recomendação

As pessoas que apresentarem sintomas gripais deverão procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde, mais próxima de sua residência.

Fonte: Prefeitura de Viçosa

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Wednesday, December 22, 2021

Surto de gripe em SP pressiona rede pública de saúde e hospitais - R7

Com o rápido avanço do surto de gripe, a cidade de São Paulo tem visto crescer a pressão sobre os postos de saúde, além da falta de remédios para tratar a doença. Para lidar com esse cenário, a prefeitura vai contratar mais 280 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, e comprar R$ 150 milhões em medicamentos, como tamiflu e dipirona. Já a demanda por leitos, diz o município, continua sob controle.

"As unidades de atendimento estão sobrecarregadas. Há sobrecarga até porque não estamos suspendendo outros tipos de atendimentos. Por isso, estamos contratando mais médicos, mais enfermeiros, fazendo de tudo para atender essa demanda da gripe", disse o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, ao jornal O Estado de S. Paulo.

O reforço no estoque de remédios, afirmou, ainda está sendo distribuído pelas UBSs (Unidades Básicas de Saúde).

Segundo Aparecido, os hospitais públicos da capital registraram 54 internações por síndrome gripal de sábado até a terça-feira. Metade disso, explica, está em leitos clínicos e a outra parcela em leitos de UTI (unidade de terapia intensiva).

Segundo nota do Observatório Covid-19 nesta segunda-feira (20), as hospitalizações de pacientes com sintomas respiratórios na Grande São Paulo voltaram a crescer em dezembro. Na última semana, o total de internações na região aumentou 51%.

Conforme Aparecido, a variante Ômicron do coronavírus ainda não desencadeou alta de casos de covid-19 em São Paulo - há 17 casos confirmados com a cepa mais contagiosa. A piora, portanto, se deve à variante da gripe (H3N2). "Percebe-se claramente que a vacina não está tendo efeito", diz. "Ainda que não sejam (observados) só casos da variante da H3N2, ela está ficando prevalente."

Não foi registrada morte por gripe na capital. "O drama é que temos uma nova variante (do coronavírus) circulando junto à onda de gripe que atinge fortemente a cidade. Temos de lidar com as duas coisas", acrescentou Aparecido. "A gente até está passando sufoco, fica lotado, mas é o que a gente quer, que as pessoas vão aos postos", disse. "A maior parte tem sintomas possíveis de fazer acompanhamento. Em cinco, seis dias as pessoas estão melhores."

O secretário diz ainda que não há sobrecarga de leitos pelo surto de gripe. Mas explica que já são tomadas medidas de precaução. O Hospital Municipal da Brasilândia, na zona norte, passou a ser destinado, desde o fim de semana, para pacientes de síndromes gripais.

Aparecido disse que não planeja antecipar a vacinação contra a gripe na cidade, que costuma começar por volta de abril. Segundo ele, essa antecipação teria de vir do Ministério da Saúde, assim como a definição de que está havendo ou não epidemia de gripe no Brasil.

Grande parte dos especialistas, porém, afirma que o cenário já pode ser considerado epidêmico. Por causa do ataque hacker sofrido pelo governo federal há algumas semanas, o abastecimento de dados sobre casos de síndrome gripal tem ficado comprometido.

Rede privada

Nos hospitais particulares, o cenário se repete. É possível ver aumento da procura no pronto atendimento, mas não nas UTIs. É o cenário, por exemplo, na unidade Bela Vista do Hospital Sírio-Libanês, a principal do complexo, conta Felipe Duarte, gerente de Pacientes Internados e Práticas Médicas. "O volume de atendimento no pronto atendimento cresceu consideravelmente nos últimos dias. Duplicamos o total de atendimento de pacientes com síndromes gripais."

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz vive o mesmo desafio. "Em dezembro, percebemos aumento significativo de procura por nosso pronto atendimento de pessoas com sintomas respiratórios. Dobrou se compararmos com novembro", explica o diretor executivo médico Antonio da Silva Bastos Neto.

Nos dois hospitais, a maioria dos diagnósticos não é de Covid, mas de influenza (gripe). "A proporção de positivos para influenza A neste grupo de pacientes é de 50%. De Covid, é de 1 5%", diz.

Em nota, o Hospital Nove de Julho relatou alta de 60% de pacientes com suspeita de síndrome gripal, ante a média da semana passada. Já sobre a Covid, diz que não houve aumento expressivo e os números "continuam baixos".

O pronto atendimento do Hospital Nipo-Brasileiro, em Guarulhos, para síndrome respiratória, tem lotado. Em novembro, foram 150 atendimentos em 24 horas. Na segunda-feira, o número saltou para 518. A maioria dos pacientes apresenta teste negativo de Covid.

"Houve um aumento de 100% nos atendimentos no pronto atendimento adulto para síndromes respiratórias, Por isso, tivemos de atuar em todas as frentes", conta Rodrigo Borsari, superintendente técnico do Hospital Nipo-Brasileiro.

A alta de casos já muda a rotina dos hospitais. O Oswaldo Cruz incluiu a testagem rápida para influenza A, B e H1N1 na lista de exames do seu drive-thru, na Bela Vista. O teste começou a ser feito na terça-feira.

O Nipo-Brasileiro abriu salas de espera, aumentou de quatro para seis os guichês de recepção e elevou o número de funcionários: 25% mais médicos e 50% mais funcionários na triagem.

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Governo de Minas entrega 11 ônibus do Transporta SUS em Curvelo - Agência Minas Gerais

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