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Thursday, September 2, 2021

O que está por trás da 'misteriosa' febre que vem matando crianças na Índia - G1

Pelo menos 50 pessoas, a maioria crianças, morreram de febre em Uttar Pradesh na semana passada — Foto: BBC

Pelo menos 50 pessoas, a maioria crianças, morreram de febre em Uttar Pradesh na semana passada — Foto: BBC

Há mais de uma semana, crianças do Estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia, têm acordado com febre alta e encharcadas de suor.

Muitas delas queixam-se de dores nas articulações, dores de cabeça, desidratação e náuseas. Em alguns casos, relataram erupções na pele que se espalharam pelas pernas e braços.

Pelo menos 50 pessoas, a maioria crianças, morreram após ter febre, e várias centenas foram internadas em seis distritos na parte leste do estado. Nenhum dos mortos testou positivo para a Covid-19.

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Em um momento em que a Índia parece estar se recuperando lentamente de uma segunda onda mortal de coronavírus, as mortes em Uttar Pradesh provocaram uma onda de manchetes de pânico sobre uma "febre misteriosa" varrendo o interior do estado mais populoso da Índia.

Médicos em alguns dos distritos afetados - Agra, Mathura, Mainpuri, Etah, Kasganj e Firozabad - acreditam que a dengue, a infecção viral transmitida por mosquitos, pode ser a principal causa de mortes.

Eles dizem que muitos dos pacientes foram levados ao hospital com uma contagem de plaquetas, um componente do sangue que ajuda a formar coágulos, em declínio, o que caracteriza uma forma grave de dengue.

"Os pacientes, especialmente crianças nos hospitais, estão morrendo muito rapidamente", disse Neeta Kulshrestha, a autoridade de saúde do distrito de Firozabad, onde 40 pessoas, incluindo 32 crianças, morreram na semana passada.

Transmitida por mosquitos fêmeas, a dengue é principalmente uma doença tropical e circula na Índia há centenas de anos. É endêmica em mais de 100 países, incluindo o Brasil, mas cerca de 70% dos casos são relatados na Ásia. Existem quatro vírus da dengue, e as crianças têm até cinco vezes mais probabilidade de morrer durante uma segunda infecção por dengue do que os adultos.

O mosquito - Aedes aegypti - se reproduz dentro e ao redor das casas em recipientes contendo água doce. "Os humanos fornecem locais de procriação e apenas os humanos podem tirá-los", diz o virologista Scott Halstead, um dos maiores especialistas mundiais em vírus transmitidos por mosquitos.

Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue, zika e chikungunya — Foto: Raul Santana/Fiocruz/Divulgação

Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue, zika e chikungunya — Foto: Raul Santana/Fiocruz/Divulgação

Quase 100 milhões de casos graves de dengue - com sangramento grave e órgãos prejudicados - são relatados em todo o mundo a cada ano. "O impacto combinado das epidemias de covid-19 e dengue pode resultar em consequências devastadoras para as populações em risco", segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No entanto, ainda não está claro se uma epidemia de dengue é a única responsável pelas mortes relacionadas à febre em Uttar Pradesh.

O estado com mais de 200 milhões de pessoas e padrões tradicionalmente deficientes de saneamento, altos níveis de desnutrição em crianças e cuidados de saúde irregulares relata rotineiramente esses casos de "febre misteriosa" após as chuvas de monções a cada dois anos.

Surtos de encefalite japonesa transmitida por mosquitos - identificados pela primeira vez em Uttar Pradesh em 1978 - já ceifaram mais de 6.500 vidas desde então. A doença se espalhou principalmente por Gorakhpur e distritos adjacentes que fazem fronteira com o Nepal, próximo ao Himalaia, todos baixos e sujeitos a inundações, com terreno fértil para os mosquitos que transmitem o vírus.

Uma campanha de vacinação iniciada em 2013 diminuiu os casos. Mas crianças continuam morrendo. Dezessete crianças morreram de encefalite em Gorakhpur até agora este ano, e 428 casos foram registrados.

Em 2014, reagindo ao aumento dos casos de crianças morrendo de encefalite e miocardite - inflamação do músculo cardíaco - os cientistas examinaram 250 crianças afetadas em Gorakhpur. Eles descobriram que 160 deles tinham anticorpos contra a bactéria que causava o tifo.

O tifo scrub é uma infecção bacteriana transmitida por picadas de ácaros infectados.

Os ácaros se instalam na vegetação próspera das aldeias após as chuvas das monções. Os cientistas encontraram ácaros na lenha que os moradores armazenam dentro de suas casas. Muitas vezes, o tifo scrub se espalha quando as crianças manipulam lenha em casa ou defecam ao ar livre nos arbustos infestados de ácaros.

Em um estudo separado, os cientistas também descobriram que o tifo e a dengue foram os principais responsáveis ​​por casos de febre pós-monção em seis distritos no leste de Uttar Pradesh entre 2015 e 2019. Outra infecção bacteriana potencialmente fatal, a leptospirose, transmitida de animais para humanos, e chikungunya, uma doença transmitida por mosquitos, foram outros patógenos causadores de febre.

"Então, havia um monte de doenças relacionadas à febre acontecendo na região depois que as monções acabaram. Você precisa de vigilância sistêmica para rastrear essas doenças e tratá-las", diz V Ravi, professor de virologia do Instituto Nacional de Saúde Mental e Neurociência (Nimhans), que liderou o segundo estudo.

No início de 2006, os cientistas investigaram outro surto "misterioso" de mortes relacionadas à febre entre crianças em Uttar Pradesh. Desta vez, eles descobriram que as crianças morreram após consumir manjerioba, que crescia abundantemente no oeste do Estado, e que, em doses altas, pode ser tóxica.

Esta intoxicação alimentar resultou da "pobreza, fome, falta de supervisão dos pais, ignorância, crianças brincando sozinhas, indisponibilidade de brinquedos e facilidade de acesso à planta", concluíram os cientistas.

Claramente, apenas mais investigações e análises de genoma revelarão se a última onda de "febres misteriosas" na Índia foi desencadeada apenas pela dengue ou por uma série de outras doenças. Isso significaria que é preciso treinar clínicas e hospitais locais na coleta de amostras de pessoas que sofrem de febre e enviá-las para testes de genoma em laboratórios.

Além disso, não há registro claro de como essas febres começaram e progrediram; e se a gravidade da condição foi determinada pelas longas e árduas viagens que as pessoas têm de fazer aos hospitais públicos para tratamento ou se as crianças atingidas sofriam de outras doenças, como tuberculose.

Se a causa das mortes misteriosas for apenas a dengue, isso aponta que os programas de controle anti-mosquito do governo são em grande parte ineficazes. A intensidade da transmissão, de acordo com o virologista Halstead, só pode ser determinada por testes de anticorpos por grupos de idade.

"Se não investigarmos de maneira adequada e regular, muitas coisas continuarão sendo um mistério", disse um virologista indiano, preferindo permanecer anônimo.

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Wednesday, September 1, 2021

Hospital de Clínicas de Porto Alegre identifica dois novos surtos de covid-19 - GauchaZH

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Hospital de Clínicas de Porto Alegre identifica dois novos surtos de covid-19  GauchaZH
Hospital de Clínicas de Porto Alegre identifica dois novos surtos de covid-19 - GauchaZH
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Covid-19: internação de idosos volta a crescer em Joinville; médico explica causas - O Municipio Joinville

Com a vacinação de idosos contra a Covid-19, Joinville chegou a registrar queda na internação deste público após a aplicação de duas doses da vacina. Este foi um dos primeiros grupos prioritários a receberem a imunização, cerca de oito meses atrás. Porém, recentemente, voltou a crescer o número de casos de pacientes idosos que precisaram ser internados por conta da doença, alerta o secretário de Saúde, Jean Rodrigues da Silva.

De acordo com o infectologista Marcelo Mulazani, o público idoso tem, naturalmente, a imunidade mais baixa, o que pode influenciar na porcentagem e duração da eficácia da vacina nesta idade. “Há perda da resposta imunológica com o passar do tempo, o que pode diminuir a duração da resposta imune”, conta o médico.

Uma pesquisa coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que a efetividade das vacinas contra a Covid-19 é impactada pela idade de quem toma a dose.

De acordo com estudo feito com 75,9 milhões de pessoas imunizadas com as vacinas Oxford/AstraZeneca e CoronaVac, há uma redução da proteção com o aumento da idade. Os dados são de pessoas vacinadas no Brasil, coletados entre 18 de janeiro e 24 de julho de 2021.

Os resultados mostram que, com as duas doses, ambas vacinas oferecem proteção contra casos moderados e graves de Covid-19 e são efetivas na proteção contra a infecção, hospitalização e morte. Em geral, aqueles que tomam AstraZeneca/Fiocruz têm proteção de 90,2% contra óbito e, aqueles que tomam CoronaVac, 73,7%.

Considerando, no entanto, a faixa etária das pessoas que tomaram os imunizantes, aqueles com idade entre 80 e 89 anos que tomaram a vacina AstraZeneca/Fiocruz obtiveram um índice de proteção contra morte de 89,9%, enquanto aqueles que tomaram a CoronaVac obtiveram uma proteção de 67,2%. Acima dos 90 anos, esses índices ficaram em 65,4% entre vacinados com AstraZeneca/Fiocruz e 33,6% entre aqueles imunizados com CoronaVac.

Por isso, tem se debatido a aplicação da terceira dose. Para o secretário de Saúde, esta é uma estratégia que pode vir a funcionar. “Os estudos internacionais apontam, inclusive, para o reforço de imunizante para os grupos prioritários, que já estão imunizados há mais de oito meses” diz. No município, a população idosa começou a ser vacinada no fim de janeiro.

Em Santa Catarina, esta dose de reforço já foi aprovada e poderá ser aplicada a partir desta quarta-feira, 1º, em idosos com mais de 70 anos e, a partir do dia 15 de setembro, em pessoas com alto grau de imunossupressão. A dose de reforço será administrada em pacientes que completaram o esquema vacinal, há pelo menos 6 meses, independente do imunizante aplicado.

O médico joinvilense acredita que a melhor saída é garantir o reforço para prevenção. Ainda assim, destaca que, sozinha, a vacinação não garante proteção total ao indivíduo, por isso, é necessário a continuidade do uso de máscara e evitar aglomerações.

“Reforço a continuidade das medidas de contenção não farmacológicas que é a máscara, distanciamento, álcool gel e evitar circular gripado”, recomenda o secretário de Saúde.

Aumento geral nas internações

Além da internação de idosos, Joinville tem registrado um crescimento geral na taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 neste último mês de agosto. Dia 1º eram 87%, chegou a 96% no dia 20 e, nesta terça-feira, 31, está em 91%.

De acordo com Jean, o aumento de internações acompanha o número de novos casos confirmados e ativos, que também aumentaram em agosto. No momento, a secretaria tem trabalhado para a continuação da campanha vacinação, explica, para que se possa diminuir a circulação do vírus.

O infectologista afirma que o perfil de internações, em sua maioria, são pessoas que ainda não foram imunizadas ou que receberam apenas a primeira dose do imunizante. “Não podemos dizer que é falha na vacina, já que tomou uma dose só”, afirma.

O médico também reforça que, quanto maior a proporção de pessoas vacinadas, menor a chance do vírus circular. “O grande motor desse processo todo é a questão da população imunizada com segunda dose, pra gente poder sentir o impacto de sociedade”, comenta o secretário de Saúde.

Atualmente, Joinville conta com 161.331 pessoas vacinadas com a segunda dose ou, ainda, a vacina de dose única. Ou seja, 26,6% da população está com o esquema vacinal completo. Enquanto isso, outras 242.665 tomaram apenas a primeira dose, portanto, 40,1% ainda precisam receber a segunda dose. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Joinville tem 604.708 moradores.

*Com informações da Agência Brasil.


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Dietas cetogênicas podem trazer mais riscos que benefícios, mostra estudo - VivaBem

As dietas cetogênicas são aquelas com uma quantidade de carboidratos muito baixa. Elas podem ser uma estratégia para tratar pessoas que apresentam convulsões, no entanto, e hoje têm sido usadas para perda de peso e doenças como o diabetes.

Mas essa dieta realmente traz benefícios? Uma revisão publicada na revista Frontiers in Nutrition avalia os prós e contras das dietas cetogênicas para algumas condições de saúde, bem como o impacto na qualidade da alimentação.

Entenda mais sobre a dieta cetogênica

Como disse, a dieta cetogênica se refere a uma dieta muito pobre em carboidratos (geralmente uma quantidade menor que 50 g, o que é muito pouco, considerando que as orientações para um adulto são de consumir, em média, 130 g desse nutriente), modesta em proteínas e rica emgorduras.

Essa combinação visa induzir a produção de corpos cetônicos ou cetonas. Corpos cetônicos são produtos da conversão de gorduras em glicose que servem como fonte alternativa de energia.

Quando os níveis de glicose estão baixos, o corpo produz os corpos cetônicos para que possa utilizar a gordura como fonte de energia.

Esse mecanismo pode acontecer em pessoas com diabetes descontrolado, mas também com todo mundo, quando ficamos algum tempo sem comer.

Uma certa quantidade de corpos cetônicos circulando pelo corpo é normal, mas níveis muito altos podem gerar toxicidade, aumentando o risco de cetoacidose.

Qual o impacto da dieta cetogênica para a qualidade da alimentação?

Agora vamos à revisão publicada. Um dos seus objetivos foi analisar os efeitos da dieta cetogênica na qualidade da alimentação.

Entre os achados, os pesquisadores apontam que a restrição extrema de carboidratos pode afetar profundamente a qualidade da alimentação, por reduzir ou eliminar frutas, vegetais, cereais e leguminosas, grupos alimentares que apresentam vitaminas, minerais, fibras e fitoquímicos (como os flavonoides, que são antioxidantes naturais).

Com isso, essas dietas podem levar a deficiências nutricionais, pois geralmente são pobres em vitaminas B1, B6, A, E e ácido fólico, cálcio, magnésio, ferro e potássio.

Quanto ao fato de a dieta cetogênica ser pobre em fibras, vale lembrar que elas não só são necessárias para o bom funcionamento do intestino, como também servem de alimento para a microbiota intestinal, que pode produzir efeitos como: aumento da absorção de nutrientes, estímulo da liberação de hormônios da saciedade, melhora da função imunológica e ações anti-inflamatórias e anticancerígenas.

Um dos estudos revisados mostra, inclusive, que a abundância relativa de certas bactérias da microbiota intestinal é reduzida em crianças que consomem uma dieta cetogênica com o intuito de tratar convulsões. Além disso, por apresentarem uma grande proporção de alimentos de origem animal, as dietas cetogênicas geralmente apresentam gorduras saturadas em excesso.

Efeitos das dietas cetogênicas em algumas condições de saúde

Quanto aos efeitos das dietas cetogênicas, os pesquisadores encontraram que elas podem não ser seguras para gestantes, pois estão associadas a um maior risco de o bebê apresentar defeitos no tubo neural, ainda que a mulher receba suplementação de ácido fólico, como é recomendado durante a gestação.

Um dos estudos avaliados, o National Birth Defects Prevention Study, mostrou que as mulheres que relataram consumir dietas com baixo teor de carboidratos no ano anterior à concepção, tinham mais chances de ter um filho com defeitos do tubo neural. Quanto à gravidez não planejada esse risco foi ainda maior.

Em pacientes com diabetes, os resultados são controversos. Parece ser possível uma melhora da glicemia a curto prazo, mas a longo prazo não foram elucidados benefícios da dieta cetogênica.

Por ser rica em proteínas, essa dieta também pode acelerar o desenvolvimento de insuficiência renal em pacientes com problemas renais. Já para as pessoas sem doença renal crônica, um dos maiores riscos é o desenvolvimento de cálculos renais.

Outro risco seria aumentar o colesterol "ruim" (colesterol LDL) em alguns pacientes, o que pode contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Os pesquisadores também apontam que a restrição de carboidratos leva ao consumo de alimentos que podem estar associados a um risco aumentado de desenvolver doenças do coração, câncer, diabetes e Alzheimer.

A revisão também mostra que a dieta cetogênica não é para perder peso. A curto prazo até pode haver uma perda de peso, mas a longo prazo não é mais eficaz do que outras estratégias. Além disso, não são sustentáveis a longo prazo, pois é difícil ficar sem carboidratos por muito tempo, nosso corpo necessita dele.

Por fim, as dietas cetogênicas foram relacionadas a um risco aumentado de mortalidade por todas as causas, apesar de os dados sugerirem que elas podem estar associadas a um maior ou menor risco de mortalidade dependendo dos tipos de carboidrato, de proteína (animal ou vegetal) e de gordura (saturada ou insaturada).

Dieta cetogênica? Só para tratar epilepsia

Os pesquisadores concluíram que o único uso bem fundamentado para as dietas cetogênicas é reduzir a frequência das crises em algumas pessoas com epilepsia resistente a medicamentos. Mas mesmo assim, não sem efeitos, pois nesses casos as dietas cetogênicas podem causar fadiga, dores de cabeça, náuseas, constipação, hipoglicemia, cetoacidose.

Além disso, um estudo com 300 voluntários que aderiram a dietas cetogênicas por vontade própria mostrou que elas podem ser acompanhadas, temporariamente, por sintomas semelhantes aos da gripe, como dor de cabeça, fadiga, náuseas, tontura, desconforto intestinal, falta de energia, sensação de desmaio e alterações nos batimentos cardíacos.

Não é de se estranhar que as dietas cetogênicas possam provocar tantos efeitos adversos, já que se trata de uma dieta restritiva. E como sabemos, o corpo e o cérebro odeiam dietas!

Em vez de buscar uma dieta milagrosa, como a cetogênica, que é divulgada por aí como uma verdadeira panaceia, busque um estilo de vida saudável: pratique uma atividade física prazerosa, durma bem, aprenda a lidar com o estresse e adote hábitos alimentares saudáveis. Como retratado no livro "Os 7 pilares da saúde alimentar", uma boa saúde alimentar envolve muito mais do que apenas alimentação.

Com isso, quero dizer que você deve comer de tudo (sem restrições!), com prazer, ouvindo seu corpo, honrando sua fome e construindo uma relação de paz com a comida!

Bon appétit!

Sophie Deram

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O que se sabe sobre a Doença de Haff, conhecida como ‘doença da urina preta’ - Diário do Nordeste

Com dois casos suspeitos no Ceará registrados durante o mês de agosto, a Doença de Haff - também conhecida como “doença da urina preta” - tem gerado preocupações entre a comunidade médica. A condição é ocasionada a partir da síndrome de rabdomiólise relacionada à ingestão de peixes ou crustáceos contaminados, o que gera uma ruptura dos tecidos musculares. 

De acordo com pesquisa científica publicada no periódico Eurosurveillance e divulgada no portal da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as infecções pela Doença de Haff foram reportadas pela primeira vez em 1924 na região do Báltico, entre a Prússia e a Suécia. Em seguida, os Estados Unidos e a China também identificaram registros semelhantes. No Brasil, atualmente, o Amazonas constata um surto de casos na região, com 44 casos suspeitos.

Neste cenário, o Diário do Nordeste conversou com a médica infectologista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mônica Façanha, para compreender a conjuntura provocada pela patologia no organismo humano.

O que é a Doença de Haff ou ‘doença da urina preta’?

“O que se sabe até agora é que é uma doença adquirida pela ingestão de peixes, camarão ou lagosta e que é causada por uma toxina, que não dá para a gente identificar macroscopicamente, isto é, não dá para identificar pelo cheiro ou pela cor, de olhar e achar que o peixe tá estragado e assim descartar a possibilidade de ingestão. Isso é um problema, porque a princípio ninguém sabe como fazer a prevenção primária”, destaca a infectologista.

Quais são os sintomas da doença?

“Os sintomas podem acontecer muito perto da ingestão do peixe, entre duas horas até um dia depois ou um pouco mais. A pessoa começa a ter dor no corpo, febre, pode ter náuseas também e o que chama a atenção é a urina escura, porque essa toxina acomete o músculo, então a célula muscular se rompe e libera a mioglobina, que vai dar a cor escura da urina. E dependendo da quantidade de lesão muscular [rabdomiólise] pode até levar a lesão do rim”, conforme a médica.

Quais são os peixes que causam a doença da urina preta?

“Vários peixes já foram identificados como suspeitos de terem sido responsáveis pela doença. Nos casos de Recife, atualmente, o tambaqui é que tá sendo acusado. Mas a gente já teve casos com outras espécies de peixe. Existe a hipótese de que a contaminação seja no armazenamento ou no transporte dos animais”, esclarece Mônica Façanha. 

De acordo com a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), os dois casos suspeitos no Estado estão ligados à ingestão da espécie de peixe arabaiana ou “olho de boi”.

 

Já no estudo divulgado pela Eurosurveillance, a doença geralmente envolve o consumo de peixes de água doce. Dentre 15 casos reportados na pesquisa, 14 haviam ingerido peixe cozido das espécies “olho de boi’ (Seriola spp) ou “badejo” (Mycteroperca spp). A equipe de pesquisadores trabalha ainda com a hipótese de que a causa mais provável da doença seja uma toxina presente na cadeia alimentar aquática.

Como se prevenir desta síndrome?

“Nesse momento, o que se pode fazer é comer menos peixe, tentar evitar grandes quantidades de pescado para conter a ingestão da toxina, caso ela esteja presente. Se for comer, que seja o mais fresco possível para evitar exatamente os problemas no armazenamento ou no transporte. Não tem uma definição muito clara do que se pode fazer, porque a gente não consegue identificar o problema antes de ingerir”, pontua a docente da UFC.

Segundo o infectologista Antônio Bandeira, em entrevista à Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a toxina presente nos peixes e crustáceos infectados é estável ao calor. Desse modo, “não adianta ferver, fritar ou cozinhar o peixe contaminado”.

Como é transmitida a Doença de Haff e quais os seus principais riscos?

Segundo a médica Mônica Façanha, a doença é transmitida exclusivamente pelo consumo de peixes ou crustáceos contaminados, não sendo uma doença contagiosa entre humanos. Além disso, a enfermidade pode gerar várias complicações, mas a mais frequente e perigosa é a insuficiência renal.

O que as pessoas devem fazer quando notarem a urina escura ou quando suspeitarem da doença?

“Elas precisam procurar o atendimento médico, porque é preciso ver qual é a intensidade desse acometimento. E aí vai precisar de muita hidratação para a proteção do rim. O tratamento é basicamente hidratar e manter as funções dos órgãos vitais”, finaliza a especialista.

*Mônica Façanha possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará, mestrado em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em Farmacologia pela Universidade Federal do Ceará.

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Diabetes, depressão, asma: conheça o exercício ideal para tratar doenças - VivaBem

São tantos os benefícios que a prática regular de atividade física traz à saúde e ao bem-estar, que de uns anos para cá passou a fazer parte dos protocolos de prevenção e tratamento de doenças em praticamente todas as especialidades médicas.

A recomendação do American College of Sports Medicine, entidade norte-americana referência em medicina esportiva, é de pelo menos 60 minutos de exercício moderado ou 30 minutos em alta intensidade por dia, cinco vezes por semana, de preferência distribuídos em exercícios de força, flexibilidade e mobilidade.

Entre os profissionais de saúde, o consenso é de que a melhor atividade física é aquele que a pessoa faz com prazer e, assim, consegue manter a regularidade.

Quando há doenças instaladas, porém, vale saber que alguns treinos oferecem mais benefícios do que outros, assim como é preciso ficar de olho na intensidade da prática de certas modalidades por segurança. Saiba mais a seguir.

Osteoporose: musculação, treinamento funcional, caminhada

Osteoporose, osso - iStock - iStock
Imagem: iStock

A osteoporose se dá pela perda progressiva de massa óssea, o que torna os ossos mais frágeis e, com isso, sujeitos a fratura mesmo diante de traumas leves. Tanto homens quanto mulheres podem desenvolver a doença, já que os hormônios testosterona e estrogênio, que têm papel importante na proteção dos ossos, têm sua produção reduzida após os 50 anos.

Nas mulheres, por conta da menopausa, essa queda hormonal é mais abrupta, o que faz com que elas sejam a maioria das acometidas —no Brasil, uma em cada três mulheres nessa faixa etária têm osteoporose, de acordo com dados da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Treinos de fortalecimento, como funcional e musculação, são os mais adequados. A tensão muscular gerada favorece a manutenção da massa óssea, o que ajuda a prevenir o avanço da doença; e o ganho de massa muscular melhora o suporte e a proteção a ossos e articulações.

Vale incluir no treino movimentos para desenvolver reflexo e equilíbrio, diminuindo assim o risco de sofrer quedas, que podem ser fatais em pacientes com osteoporose.

Modalidades de impacto, como caminhada, corrida, basquete e vôlei também são indicadas —o impacto aumenta a fixação de cálcio nos ossos—, mas é importante avaliar o estágio da doença para realizar o exercício de forma segura, já que essas aulas oferecem risco de queda.

Depressão: atividades em grupo

Idosas praticando tai chi chuan, terceira idade, movimento - iStock - iStock
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Em princípio, todo e qualquer exercício é positivo para controlar a depressão, já que atividades físicas em geral estimulam a liberação de serotonina e endorfinas, hormônios ligados à sensação de prazer e bem-estar e normalmente em baixa em pacientes com a doença.

Modalidades coletivas, seja um esporte em equipe, uma aula de dança ou uma corrida em grupo, podem ser benéficas por promoverem a socialização, trabalharem o aspecto lúdico, criarem um senso de compromisso e aumentarem a motivação para frequentar as sessões.

Treinos que envolvam desafios e competição, como crossfit, corrida e triatlo, podem ajudar pelo viés da superação. Se há excesso de peso ou obesidade associada, aulas aeróbicas podem ajudar bastante no processo de emagrecimento e, com isso, no resgate da autoimagem positiva e da autoestima.

O mais importante no caso de quem tem depressão é encontrar uma ou mais atividades que deem prazer, pois assim há menos chance de cair em monotonia e fica mais fácil manter a aderência às aulas.

Asma: natação, ciclismo, corrida

Idoso nadando, natação - iStock - iStock
Imagem: iStock

A asma é a inflamação crônica das vias aéreas inferiores, o que dificulta o fluxo de ar até os pulmões e leva a falta de ar, respiração ofegante, tosse e chiado no peito.

É comum pensar na natação como o melhor exercício para quem tem a doença, mas não é o único. A modalidade é mesmo boa porque trabalha bastante o ritmo respiratório, o que ajuda a fortalecer a musculatura responsável pela respiração (diafragma) e melhorar a capacidade pulmonar.

Outras atividades aeróbicas, como pedalar e correr, oferecem o mesmo benefício. É importante respeitar os limites do corpo e buscar treinar em um nível de esforço confortável, que não leve a um cansaço extremo nem deixe a pessoa ofegante, o que pode desencadear crises. Ioga e pilates são outras boas opções, pois também trabalham a respiração.

Hipertensão: aeróbicos

Exercício para emagrecer, caminhada na esteira - iStock - iStock
Imagem: iStock

Exercícios são antídoto tanto para prevenir quanto para tratar a pressão alta. Quando a doença já está instalada, é ainda mais importante que sejam feitos com orientação profissional e na intensidade adequada, normalmente moderada. Bons exemplos de exercícios aeróbicos são corrida, caminhada, pular corda, dançar e pedalar.

Treinos muito puxados podem forçar o coração a bombear o sangue com mais força ou mais rapidamente, colocando mais pressão nas artérias. O mesmo vale para exercícios que façam a pessoa prender a respiração (como movimentos com muita carga na musculação), que também devem ser evitados.

Diabetes: aeróbico + musculação

crucifixo, musculação, exercício academia - iStock - iStock
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A diabetes é uma doença crônica em que o corpo não produz insulina ou não consegue utilizar adequadamente a insulina que fabrica. A função desse hormônio é levar a glicose para dentro das células para que seja utilizada como combustível para as atividades do organismo; sem insulina, o açúcar no sangue fica alto (hiperglicemia) ou acaba armazenado na forma de gordura.

A combinação de exercícios resistidos (musculação, funcional, pilates) e de cárdio (caminhar, pedalar, correr, nadar, dançar) é o ideal para controlar a diabetes, e pode até reduzir ou dispensar o uso de medicamentos, dependendo do caso e desde que com acompanhamento médico.

Enquanto a musculação estimula a produção de uma proteína que otimiza a captação de açúcar da corrente sanguínea para dentro dos músculos, os aeróbicos, que demandam energia imediata, baixam o nível de glicose de maneira rápida. Como também trabalham o sistema cardiovascular, os aeróbicos ainda ajudam a reduzir a pressão arterial e o colesterol e ajudam a emagrecer, necessidades comuns principalmente no caso de diabetes tipo 2.

Sarcopenia: musculação, pilates, funcional

Pilates Exercise - iStock - iStock
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Perder massa muscular é um processo natural do envelhecimento, que pode ser acelerado por hábitos nocivos como sedentarismo e alimentação ruim. Quando a perda de músculos passa a ser limitante, gerando prejuízo de força, mobilidade, equilíbrio e coordenação motora, o quadro pode ser de sarcopenia, que merece atenção de adultos a partir dos 40 anos, já que a degeneração é progressiva e os sintomas podem demorar para aparecer.

Treinos que vão levar ao ganho de força, como musculação e funcional, são os mais indicados e devem incluir os grandes grupos musculares —tronco, membros superiores e inferiores.

Também é importante praticar exercícios de flexibilidade, que vão alongar a musculatura encurtada pela falta de movimento, e de mobilidade, que vão envolver as articulações e ajudar a recuperar a coordenação, a amplitude de movimento, o controle da execução correta dos movimentos e, mais importante, a capacidade funcional.

Exercício é remédio

Essa reportagem faz parte da campanha de VivaBem Exercício É Remédio, que quer ressaltar a importância da atividade física para a saúde e dar dicas e ideias para combater o sedentarismo.

Os conteúdos abordam a importância da atividade física para prevenir e tratar doenças, os sinais que o seu corpo dá quando você não se mexe o suficiente, dicas para tornar o exercício um hábito, além de descobrir qual mais combina com você, cuidados essenciais para começar a se movimentar, inclusive na terceira idade e relatos inspiradores de pessoas que trataram questões sérias de saúde com atividade física. Mas tem muito mais. Confira todo o conteúdo da campanha aqui.

Essa é a terceira campanha de uma série de VivaBem que tem trazido conteúdos temáticos para auxiliar no combate a problemas que muitas pessoas enfrentam no dia a dia e contribuir para que você tenha mais saúde e bem-estar.

A primeira foi Supere a Depressão Pós-Parto, realizada em março; e a segunda foi Tenha Uma Boca Saudável, em junho.

Fontes: Arthur Feltrin, médico pneumologista do Hospital Vila Nova Star (SP); Ebert Barbosa, educador físico especializado em treinamento de força pela UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e personal trainer da Bodytech Tirol (RN); Karina Hatano, médica do check-up esportivo do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); e Páblius Staduto Braga, médico do esporte do Hospital Nove de Julho (SP).

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Tuesday, August 31, 2021

Amazonas vive surto da 'doença da urina preta' com mais de 40 casos e internações; entenda - Jornal O Globo

RIO — Um cozido de pirarucu é apontado como a principal causa da internação de dois filhos da faxineira Dayana Vasconcelos Lima, de 36 anos. A criança e o adolescente, com 10 e 12 anos, foram diagnosticados com rabdomiólise, uma síndrome associada à doença de Haff, conhecida como  "doença da urina preta", com uma morte no estado que vive um surto. A principal causa da enfermidade é a ingestão de peixes e crustáceos. Eles estão há mais de uma semana sob cuidados da equipe médica do Hospital Regional José Mendes, situado em Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus. De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas- Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), já  são 44 casos da síndrome notificados no estado, 34 em Itacoatiara (sendo um óbito), quatro em Silves, dois em Manaus, dois em Parintins, um em Caapiranga e um em Autazes.

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— Eu ganhei o pirarucu de presente e fiz o jantar para eles, em casa. A gente comeu o peixe e na mesma noite o Miguel começou a ficar mal, mas eu não imaginava que seria isso (rabdomiólise). Ele melhorava e piorava durante a noite. No sábado ele falou que não aguentava mais de fraqueza e então levei para o hospital — disse Dayana.

Miguel sentiu dor de estômago e de cabeça, teve diarreia, fraqueza muscular nas pernas e braços. A urina do adolescente escureceu mas não chegou a ficar preta. Na segunda-feira, seus irmãos de 10 e de 14 anos também apresentaram os sintomas e foram para o hospital. A mais velha foi liberada no mesmo dia, mas o menor permanece internado com a síndrome.

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— A melhora é bem lenta. Os médicos disseram que a infecção diminuiu, mas eles ainda estão com infecção urinária. Mas sem previsão de alta, provavelmente daqui uns três ou quatro dias — afirmou a faxineira.

Doença da urina preta é associada ao consumo de peixes contaminados Foto: Gabriel de Paiva / Gabriel Paiva
Doença da urina preta é associada ao consumo de peixes contaminados Foto: Gabriel de Paiva / Gabriel Paiva

Do total de contaminados, 18 permaneciam internados neste domingo, segundo a FVS-RCP. Entre eles duas crianças, justamente os filhos de Dayana. O mais velho foi levado para o hospital em 21 de agosto, algumas horas depois de comer o prato típico da região, no jantar de sexta-feira. O mais novo deu entrada na unidade hospitalar dois dias depois.

Rabdomiólise é uma condição que provoca lesões musculares que liberam substâncias tóxicas na corrente sanguínea. Quando a síndrome aparece após o consumo de peixes, é associada à Doença de Haff. No entanto, pode ocorrer na sequência de traumatismos, atividade física excessiva, infecções, crises convulsivas, consumo de álcool e outras drogas. 

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— Todos os casos notificados podem estar associados à ingestão de peixes. Ainda não há consenso no meio científico sobre a toxina que contamina os pescados. A Vigilância está se concentrando em detectar precocemente os casos e monitorar para que haja o manejo clínico adequado para os pacientes — disse o diretor-presidente da FVS-RCP, Cristiano Fernandes.

A FVS-RCP informou que segue realizando a investigação epidemiológica do surto. De acordo com Dayana, o pirarucu consumido por sua família estava com bom aspecto, fresco e tinha boa procedência. Há relatos de que os demais pacientes pegaram rabdomiólise após comerem outros tipos de peixes, como tambaqui, pacu e pirapitinga.

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