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Sunday, April 23, 2023

Alzheimer: medicamentos podem reduzir declínio cognitivo em fase inicial - VivaBem

A mãe da psicóloga Daniela Grolli tinha 62 anos quando começou a ter episódios de esquecimento. Lembrar de tarefas do dia a dia ou dos compromissos da família foi ficando cada vez mais difícil, mas foi só alguns anos mais tarde, com 67 anos, que Jocelira Grolli foi finalmente diagnosticada com a doença de Alzheimer.

Alguns meses depois, no começo de 2022, ela fez exames complementares e começou a receber medicamentos específicos para tratar seus sintomas.

Embora mais de 55 milhões de pessoas em todo o mundo convivam com a doença, segundo dados da OMS, os medicamentos atuais, como os que Jocelira toma, não agem diretamente nos mecanismos que causam a doença. Atualmente, os remédios disponíveis no Brasil têm o papel de retardar a progressão dos sintomas.

O cenário pode mudar nos próximos anos com o desenvolvimento de drogas que agem contra os acúmulos de proteína que se formam no cérebro de pacientes com Alzheimer. Um desses medicamentos é o lecanemabe, que teve novos resultados divulgados em novembro do ano passado.

De acordo com as fabricantes Eisai e Biogen, a droga é capaz de reduzir em até 27% a deterioração cognitiva nos pacientes, em comparação com o grupo que recebeu placebo.

O lecanemabe foi testado com 1.795 pacientes de 14 países que apresentaram sintomas de Alzheimer leve e acúmulo de proteínas beta-amiloides no cérebro.

Além de reduzir a deterioração causada pela doença, a droga causou 26% de melhora cognitiva e 36% de melhora na funcionalidade em 18 meses de tratamento.

Por conta desses resultados, a agência de regulamentação de medicamentos americana, a FDA, concedeu em janeiro deste ano uma aprovação por via acelerada para o medicamento, que deve ser vendido no país por US$ 26 mil por ano, segundo a fabricante.

Outro medicamento de funcionamento parecido, chamado aducanumabe, também chegou a ser aprovado para uso clínico nos EUA, em um controverso e acelerado processo de análise da FDA. A substância também reduziu significativamente os "grumos" de proteínas beta-amiloides no cérebro.

O resultado clínico do aducanumabe, ou seja, a melhora observada nos pacientes depois dessa redução das proteínas acumuladas, foi considerada menor do que era esperado.

Já os efeitos colaterais da droga foram considerados muito graves.

Outro entrave é que a versão comercial da droga, chamada Aduhelm, chegou ao mercado com um custo alto: cerca de US$ 56 mil por ano por paciente nos EUA.

"O aducanumabe se mostrou eficaz para a retirada dessas placas e proteínas, mas não foi eficaz em estudos clínicos, nos sintomas dos pacientes. Então houve uma controvérsia, uma dúvida sobre a necessidade de aprová-la tão rapidamente. Hoje em dia, a maioria dos médicos já pararam de usar essa droga. Teve uma grande discussão na comunidade científica", diz o neurologista Ivan Okamoto, membro do Núcleo de Excelência em Memória do Hospital Israelita Albert Einstein e coordenador do Instituto da Memória na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Para o vice-presidente da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), Marco Túlio Cintra, o desenvolvimento dessas duas alternativas representa uma esperança porque há quase 20 anos não havia novos medicamentos contra Alzheimer aprovados pela FDA.

Apesar dos números positivos, os médicos pedem cautela na análise já que as duas principais drogas em estudo são indicadas apenas para pacientes com Alzheimer leve.

É uma esperança, sem dúvida, mas talvez seja uma esperança para quem tem alto risco de desenvolver a doença, para quem tem histórico na família. Se a pessoa já tem Alzheimer, mesmo que leve, pode ser que, até que o processo todo esteja finalizado, ela já esteja com a forma moderada, e aí [ela] não é o público-alvo. Marco Túlio Cintra, vice-presidente da SBGG e professor da UFMG

Os remédios em uso atualmente nos pacientes com a doença buscam reduzir a velocidade do declínio, e não agir nos mecanismos que causam a deterioração no cérebro. Já a nova geração —aducanumabe e lecanemabe— busca romper com essa lógica. Eles focam na capacidade de agir contra um dos principais mecanismos do Alzheimer, que é o acúmulo de proteínas beta-amiloides no cérebro.

Embora esses medicamentos sejam eficazes em atacar as placas de proteínas, ainda não ficou comprovado se essa "limpeza" é suficiente para reverter os sintomas do Alzheimer. Segundo os especialistas, é preciso agora entender qual é o impacto comportamental da retirada dessas proteínas do cérebro de pacientes.

Alzheimer - Agência Einstein - Agência Einstein
Imagem: Agência Einstein

Efeitos colaterais

O médico Okamoto ressalta ainda que as drogas que combatem o acúmulo de proteínas têm efeitos colaterais graves, como edemas cerebrais, e precisam ser usadas com acompanhamento de exames de imagem, como ressonâncias magnéticas.

"Quase 40% dos pacientes podem desenvolver edemas cerebrais como efeitos colaterais e, por isso, tem que ter muito cuidado para utilizar essa droga. É preciso fazer uma série de ressonâncias magnéticas comprovando o acúmulo de proteínas no cérebro, e depois precisam de ressonâncias periódicas para acompanhar os efeitos colaterais. É um processo caro e trabalhoso", explica Okamoto.

A lógica do novo medicamento em estudo atualmente, o lecanemabe, é bastante parecida com a do aducanumabe. Para os especialistas, o que as empresas precisam explicar é se a melhora estatística de 27% se converte em benefícios clínicos reais.

Até o momento, com os dados divulgados pelas fabricantes, ainda não é possível afirmar se esse percentual vai traduzir em uma melhora significativa para o paciente.

"A melhora biológica é inequívoca com remoção das placas amiloides, mas o resultado clínico tem resultados mais modestos.O que tivemos para o lecanemabe, até o momento, são só os resultados apresentados no congresso. Por conta disso, a reação até agora é um otimismo comedido, porque o processo de aprovação do aducanumabe gerou muita desconfiança, então a gente tem essa cautela", explica Cintra, da SBGG.

"Mas a polêmica agora é bem menor que no caso do aducanumabe. O lecanemabe não teve um processo de aprovação tão cheio de dúvidas e ressalvas", completa Cintra. "Tá todo mundo meio escaldado, mas é uma porta que se abre, é uma esperança", completa Okamoto, do Einstein.

O que é a doença de Alzheimer

O Alzheimer é uma doença degenerativa que causa deterioração dos tecidos cerebrais.

Essa deterioração é causada por uma série de mecanismos, entre eles, o acúmulo de proteínas.

Ela provoca uma redução no número de neurônios ativos e nas conexões entre os neurônios restantes.

A deterioração que a doença provoca no cérebro leva também a um declínio das funções cognitivas, ou seja, dos processos mentais que nos permitem desenvolver uma série de tarefas.

O declínio pode se manifestar, por exemplo, com episódios de perda de memória e confusão mental, quando a doença está em seu estágio leve.

São esses sintomas que costumam acender o alerta em familiares, como ocorreu com as filhas de Jocelira, que levaram a mãe ao neurologista depois de um episódio de perda de memória recente.

"Ela foi ao dentista, mas esqueceu onde tinha estacionado o carro. Esse foi um episódio que nos marcou. Foi aí que eu levei minha mãe ao neurologista pela primeira vez", conta Grolli.

Conforme avança, o Alzheimer também compromete as áreas do cérebro que controlam a comunicação, o raciocínio e os sentidos, o que pode levar o paciente a não conseguir reconhecer algumas pessoas, lugares ou cheiros. Já no estágio mais avançado, a doença leva a perda total da capacidade de comunicação, e torna o paciente dependente de cuidadores.

As causas do Alzheimer ainda não são completamente conhecidas. Atualmente, os cientistas acreditam que, nas pessoas com Alzheimer precoce, uma mutação genética pode ser responsável pelo início da deterioração cerebral.

Já para pacientes que começam a ter sintomas após os 65 anos, as causas provavelmente incluem uma combinação de fatores genéticos e de estilo de vida, além de transformações naturais do cérebro que ocorrem com o passar do tempo.

Tratamento

Mesmo para quem já tem a doença, a combinação de uma dieta saudável com exercício físico e atividades mentalmente estimulantes pode ajudar a reduzir a velocidade de declínio cognitivo. Não à toa, neurologistas e geriatras recomendam que familiares estimulem os pacientes com Alzheimer a manter um estilo de vida saudável.

Para além desses cuidados, há ainda uma série de medicamentos que são receitados para tratar pacientes com Alzheimer, e que podem ser obtidos, com receita médica, no SUS. Os mais usados são a donepezila, rivastigmina, galantamina e memantina.

Todas essas drogas funcionam regulando os neurotransmissores, que são responsáveis por transmitir as mensagens entre os neurônios. Embora ajudem a reduzir os sintomas e problemas comportamentais, esses medicamentos não alteram o processo da doença, ou seja, não impedem ou retardam a deterioração do cérebro.

Com histórico de Alzheimer na família, mas ainda sem nenhum sintoma da doença, Grolli tem o perfil que poderia se beneficiar com a aprovação de novos medicamentos, como o lecanemabe, no futuro. No entanto, o desejo da psicóloga, que viralizou no TikTok ao documentar o dia a dia da mãe com Alzheimer, era poder ver as novidades em uso no tratamento de Jocelira.

"Me dá um pouco de esperança, seja para mim, para os meus filhos, para as minhas irmãs, se algum de nós vier a desenvolver Alzheimer. Mas não me tira o sofrimento porque eu queria mesmo era poder usar isso hoje, na minha mãe, e eu percebo que ainda está tudo muito distante", diz Grolli.

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Lula se desculpa por relacionar violência e saúde mental: 'sigo aprendendo' - UOL Confere

O presidente Lula se desculpou por ter relacionado transtornos mentais e violência nas escolas durante reunião com chefes dos três Poderes, governadores e prefeitos no Palácio do Planalto. A fala foi criticada e considerada preconceituosa.

O que aconteceu

Ao se desculpar, Lula declarou não ter vergonha de assumir que segue "aprendendo e buscando evoluir". Também disse estar disposto a fazer o possível para que "todos se sintam incluídos e respeitados".

Não devemos relacionar qualquer tipo de violência a pessoas com deficiência ou pessoas que tenham questões de saúde mental. Não vamos mais reproduzir esse estereótipo. Tanto eu quanto nosso governo estamos abertos ao diálogo.
Lula

A retratação foi dirigida "toda a comunidade de pessoas com deficiência intelectual, com pessoas com questões relacionadas à saúde mental e com todos que foram atingidos de alguma maneira por minha fala".

O pedido de desculpas veio após assinatura de um acordo para criação de mecanismos que garantam boas práticas na promoção e defesa dos direitos de pessoas com deficiência. Lula e sua equipe firmaram 13 pactos e memorandos de entendimento com Portugal, em áreas como educação, saúde, energia, turismo e outros.

O que Lula tinha dito?

Na semana passada, Lula disse que pessoas com transtorno mental têm "desequilíbrio de parafuso". O presidente se referia ao ataque em uma creche de Blumenau (SC) no início do mês, quando um homem entrou em uma escola particular e matou quatro crianças."

Sempre ouvi dizer que a Organização Mundial da Saúde sempre afirmou que a humanidade deve ter mais ou menos 15% de pessoas com problema de deficiência mental. Se esse número é verdadeiro, e você pega o Brasil com 220 milhões de habitantes, se você pegar 15% disso significa que temos quase 30 milhões de pessoas com problema de desequilíbrio de parafuso. Pode uma hora acontecer uma desgraça"
Lula, incluindo na lista o homem que fez o ataque em Santa Catarina

Lula também criticou os videogames ao dizer que ensinam a "molecada a matar". Ele que "não tem game falando de amor" e nem de educação.

Quando meu filho tem 4 anos e ele chora, o que eu faço para ele? Dou logo um tablet para ele brincar. Ensino logo um joguinho. Não tem jogo, não tem game falando de amor. Não tem game falando de educação. É game ensinando a molecada a matar. É cada vez muito mais mortos do que na 2ª Guerra Mundial. É só pegar o jogo da molecada, o meu filho, o filho de cada um de vocês", declarou o presidente em reunião, no Palácio do Planalto, sobre ações integradas de proteção nas escolas. Lula

O filho caçula de Lula rebateu a fala. No Twitter, Luis Claudio Lula da Silva disse que o pai "acabou generalizando": "Meu pai viu os filhos e os netos crescerem jogando videogame, ele sabe que isso não nos tornou violentos, ele fez uma declaração sobre um assunto polêmico ao vivo e acabou generalizando. Vídeo game é muito mais que violência, é arte, é lazer, é entretenimento"

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Saturday, April 22, 2023

Lula se desculpa por relacionar violência e saúde mental: 'sigo aprendendo' - UOL Confere

O presidente Lula se desculpou por ter relacionado transtornos mentais e violência nas escolas durante reunião com chefes dos três Poderes, governadores e prefeitos no Palácio do Planalto. A fala foi criticada e considerada preconceituosa.

O que aconteceu

Ao se desculpar, Lula declarou não ter vergonha de assumir que segue "aprendendo e buscando evoluir". Também disse estar disposto a fazer o possível para que "todos se sintam incluídos e respeitados".

Não devemos relacionar qualquer tipo de violência a pessoas com deficiência ou pessoas que tenham questões de saúde mental. Não vamos mais reproduzir esse estereótipo. Tanto eu quanto nosso governo estamos abertos ao diálogo.
Lula

A retratação foi dirigida "toda a comunidade de pessoas com deficiência intelectual, com pessoas com questões relacionadas à saúde mental e com todos que foram atingidos de alguma maneira por minha fala".

O pedido de desculpas veio após assinatura de um acordo para criação de mecanismos que garantam boas práticas na promoção e defesa dos direitos de pessoas com deficiência. Lula e sua equipe firmaram 13 pactos e memorandos de entendimento com Portugal, em áreas como educação, saúde, energia, turismo e outros.

O que Lula tinha dito?

Na semana passada, Lula disse que pessoas com transtorno mental têm "desequilíbrio de parafuso". O presidente se referia ao ataque em uma creche de Blumenau (SC) no início do mês, quando um homem entrou em uma escola particular e matou quatro crianças."

Sempre ouvi dizer que a Organização Mundial da Saúde sempre afirmou que a humanidade deve ter mais ou menos 15% de pessoas com problema de deficiência mental. Se esse número é verdadeiro, e você pega o Brasil com 220 milhões de habitantes, se você pegar 15% disso significa que temos quase 30 milhões de pessoas com problema de desequilíbrio de parafuso. Pode uma hora acontecer uma desgraça"
Lula, incluindo na lista o homem que fez o ataque em Santa Catarina

Lula também criticou os videogames ao dizer que ensinam a "molecada a matar". Ele que "não tem game falando de amor" e nem de educação.

Quando meu filho tem 4 anos e ele chora, o que eu faço para ele? Dou logo um tablet para ele brincar. Ensino logo um joguinho. Não tem jogo, não tem game falando de amor. Não tem game falando de educação. É game ensinando a molecada a matar. É cada vez muito mais mortos do que na 2ª Guerra Mundial. É só pegar o jogo da molecada, o meu filho, o filho de cada um de vocês", declarou o presidente em reunião, no Palácio do Planalto, sobre ações integradas de proteção nas escolas. Lula

O filho caçula de Lula rebateu a fala. No Twitter, Luis Claudio Lula da Silva disse que o pai "acabou generalizando": "Meu pai viu os filhos e os netos crescerem jogando videogame, ele sabe que isso não nos tornou violentos, ele fez uma declaração sobre um assunto polêmico ao vivo e acabou generalizando. Vídeo game é muito mais que violência, é arte, é lazer, é entretenimento"

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Novo estudo sugere como evitar embranquecimento dos cabelos - VivaBem

Os cabelos brancos são uma das coisas que aceitamos como inevitáveis e que atingem a todos nós à medida em que envelhecemos. Por esse motivo, muitas pessoas provavelmente nunca pararam para pensar sobre como seria o processo que torna os cabelos grisalhos.

Agora, porém, os cientistas acreditam ter descoberto o mecanismo pelo qual os cabelos embranquecem, o que poderá a ajudar no desenvolvimento de um tratamento para alterar as células e deter esse processo.

Um novo estudo publicado na revista científica Nature, coordenado por pesquisadores da Faculdade Grossman de Medicina da Universidade de Nova York, sugere que as células-tronco —que são capazes de se converterem em muitos tipos de células diferentes— teriam a capacidade única de se deslocarem entre os compartimentos de crescimento dos folículos pilosos onde podem ficar presas à medida em que o fio de cabelo envelhece, fazendo com que perca sua capacidade de maturar e mantenha sua coloração.

O estudo se concentrou nas células-tronco de melanócitos (McSC) presentes na peles de humanos e ratos. Os cientistas descobriram que a cor da pele depende das McSC que, embora não desempenhem nenhuma função específica, continuam a se dividir dentro dos folículos pilosos onde recebem o sinal para se converterem em células maduras que geram os primeiros pigmentos proteicos responsáveis pela coloração do cabelo.

A pesquisa sugere que, com o envelhecimento e os ciclos sucessivos de crescimento, queda e renascimento do cabelo, cada vez mais McSC ficam presas no compartimento celular chamado de protuberância do folículo piloso.

Essas células permanecem nesse compartimento, sem passar para o estado de trânsito-amplificação —a transformação entre o estado mais primitivo de célula-tronco para a fase seguinte de sua maturação— e não conseguem migrar para o local previsto dentro desse compartimento, onde receberiam o sinal para se transformarem em células produtoras de pigmentos.

Reverter ou evitar o embranquecimento

Se os resultados do estudo forem aplicáveis aos serem humanos, os pesquisadores acreditam que poderá proporcionar meios de evitar ou reverter a aparição de cabelos brancos.

"Nosso estudo amplia os conhecimentos básicos sobre como atuam as células-tronco de melanócitos para colorir o fio de cabelo", explica Qi Sun, um dos pesquisador-chefe do estudo, bolsista de pós-douturado no centro Langone Health, da NYU.

"Os novos mecanismos demonstram a possibilidade de que essa mesma posição fixa das células-tronco de melanócitos possa também existir nos seres humanos. Se assim for, apresentará um caminho potencial para reverter ou evitar o mecanismo de envelhecimento do cabelo humanos, ajudando as células presas a se moverem novamente entre os compartimentos do folículo piloso em desenvolvimento", observou.

A coordenadora do estudo, Mayumi Ito, médica e professora do Departamento de Dermatologia Ronald O. Perelman, que integra o Departamento de Biologia Celular Langone Health da NYU, sugere que a perda da função camaleônica das células-tronco de melanócitos poderia ser a causa adjacente do embranquecimento e descoloração dos cabelos.

Ito afirma que os resultados da pesquisa sugerem que a mobilidade e diferenciação reversível das células-tronco de melanócitos são fundamentais para cabelos saudáveis e pigmentados.

Com a aplicação de técnicas de imagem intravital em 3D e do sequenciamento de RNA de célula única scRNA-seq, os cientistas conseguiram acompanhar os movimentos celulares quase em tempo real ao longo do processo de envelhecimento do folículo piloso.

Os pesquisadores se propuseram a realizar novos estudo sobre como restaurar a capacidade de movimento das McSC ou devolvê-las à sua localização original dentro do compartimento germinal, de onde podem produzir pigmentos.

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Friday, April 21, 2023

Conheça 7 condições de saúde que podem estar te deixando sempre cansado - VivaBem

Parece que cansado todo mundo está, mas não deveria ser assim.

  • Cansaço e indisposição têm sido queixas frequentes no seu dia a dia mesmo após períodos de descanso?
  • Costuma acordar com a sensação de que não repousou à noite?

Sentir fadiga pode estar relacionado a algumas doenças, inclusive a chamada síndrome pós-covid, e é preciso investigar para tratar as causas envolvidas, principalmente se a exaustão se estende por mais de seis meses.

O esgotamento físico ou mental tem consequências diárias, afetando atividades profissionais e as relações sociais e amorosas.

Acompanhe o que a recorrente falta de energia ajuda a explicar:

1. Hipotireoidismo

Tireoide, endocrinologia - iStock - iStock
Imagem: iStock

O hipotireoidismo —condição na qual a glândula tireoide não produz a quantidade suficiente de hormônio— é uma das doenças que deve ser pesquisada quando há fadiga.

Segundo André Ramos, médico reumatologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, a disfunção tem entre os sintomas o desânimo, a falta de energia e a indisposição para a realização das atividades rotineiras. A pessoa fica mais lenta, porém com o tratamento adequado e a reposição hormonal, as queixas acabam.

2. Síndrome da fadiga crônica

A síndrome da fadiga crônica —ou encefalomielite miálgica— é quando a sensação de apatia se prolonga há mais de seis meses com outros sintomas associados, como:

  • febre baixa
  • dor de garganta
  • dor nos linfonodos --gânglios linfáticos
  • cefaleia
  • insônia
  • dores musculares

Não existe um exame único para relacionar a fadiga a uma disfunção, o diagnóstico é clínico e, muitas vezes, de exclusão, de acordo com Viviane Machicado, reumatologista, presidente da Sociedade Baiana de Reumatologia.

Entre as causas estão:

  • anemia
  • depressão e outros transtornos mentais
  • disfunções da tireoide
  • distúrbios metabólicos
  • infecções agudas
  • doenças inflamatórias
  • fibromialgia
  • síndromes autoimunes

"É preciso investigar o que está por trás da exaustão. Com o diagnóstico precoce, é possível intervir e tratar", afirma Machicado.

3. Síndrome da covid crônica

Vírus, coronavírus, covid-19, doença - iStock - iStock
Imagem: iStock

A covid, que é uma doença infecciosa aguda, tem o cansaço como um dos sintomas durante a sua manifestação, nos quadros leves. Porém, se a canseira se prolonga por mais tempo, deve-se buscar acompanhamento médico para o tratamento da fadiga pós-covid.

Nessas situações, é possível sentir também:

  • dores de cabeça, articulares e musculares
  • problemas de memória

De acordo com a presidente da Sociedade Baiana de Reumatologia, muitos estudos a respeito da síndrome da covid crônica estão em andamento.

4. Infecções virais ou bacterianas

Em casos de infecções virais ou bacterianas é comum sentir desânimo e cansaço, como se o organismo estivesse poupando energia para combater a doença.

O tratamento nessas situações inclui repouso e a cessação do fator desencadeante. Passando a doença, em geral, deixa-se de sentir a estafa.

Contudo é preciso atenção para que os processos inflamatórios não se tornem perpetuadores da fadiga, aumentando o risco de se tornar crônica, alerta o reumatologista da BP.

5. Estilo de vida

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Imagem: Unsplash

Sentir-se sempre cansado nem sempre é um sinal de condição grave de saúde e pode ser reflexo de um estilo de vida ruim.

A qualidade do sono é capaz de levar a episódios de ausência de energia e de vigor, devido ao excesso de telas —celular, computador, TV— que afeta o repouso à noite, por exemplo.

A má alimentação deve ser revista, pois faz com que o organismo perca a habilidade de se recompor, nas palavras de Carolina Ferrer, ortopedista e médica do esporte do Vita Ortopedia, do Grupo Fleury.

O sedentarismo e o pouco condicionamento físico são outros pontos que merecem atenção, pois resultam em cansaço constante e baixa disposição.

"É importante reavaliar esses fatores para reduzir o risco de desenvolver doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, condições que podem causar, também, fadiga."

6. Estresse e irritabilidade

O estresse do dia a dia e o acúmulo de funções, tanto no trabalho como em casa, vão, ao longo do tempo, comprometendo o equilíbrio emocional, desencadeando irritabilidade e problemas de concentração e memória, por exemplo.

"Assim, o cansaço que era inicialmente mental se transforma em físico", fala Ferrer.

7. Esforço momentâneo

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Imagem: iStock

Muitas vezes, a fadiga é decorrente de um esforço físico não habitual, como uma atividade física com a qual o organismo não está acostumado, deixando-o cansado.

Nesses casos, segundo o reumatologista da BP, após um período de descanso e relaxamento, essa sensação passa.

É fundamental não confundir com falta de ar ou fraqueza muscular. É importante diferenciar fadiga, fraqueza muscular —quando não há força e a musculatura não responde— e dispneia —falta de ar resultante de condições cardíacas e/ou pulmonares.

Não é rara a confusão entre elas, segundo a reumatologista.

Atividade física sempre

O exercício físico está no topo das medidas que ajudam a melhorar a fraqueza.

A prática regular favorece o condicionamento físico e a liberação de hormônios e neurotransmissores, como a adrenalina e a serotonina, que ampliam o bem-estar e a disposição.

"Assim, um ciclo virtuoso se estabelece em que existem vontade e prazer para a realização da atividade física, ao mesmo tempo que prepara as pessoas para o enfrentamento das tarefas cotidianas", explica Ramos.

A reumatologista indica também a terapia cognitiva comportamental, uma das modalidades com mais evidência da melhoria da condição crônica. E, em alguns casos, a fisioterapia.

Fontes: André Ramos, médico reumatologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Carolina Ferrer, ortopedista e médica do esporte do Vita Ortopedia, do Grupo Fleury; e Viviane Machucado, reumatologista, presidente da Sociedade Baiana de Reumatologia e reumatologista assistente e preceptora da residência de reumatologia do Hupes (Hospital Universitário Professor Edgard Santos), da UFBA (Universidade Federal da Bahia), vinculado à rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).

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Thursday, April 20, 2023

ConJur - STF confirma parâmetros para julgar ações sobre remédios do SUS - Conjur

O Plenário do Supremo Tribunal Federal confirmou, por unanimidade, decisão liminar do ministro Gilmar Mendes que estabeleceu parâmetros para o julgamento de ações judiciais sobre o fornecimento de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Plenário confirmou parâmetro para composição do polo passivo das ações

Em sessão virtual extraordinária nesta terça-feira (18/4), a corte referendou também a suspensão nacional de recursos ao STF e ao Superior Tribunal de Justiça em que se discuta a responsabilidade solidária da União nas ações movidas contra os estados para essa finalidade.

A liminar do ministro Gilmar estabeleceu que, até o julgamento definitivo do Recurso Extraordinário (RE) 1.366.243, com repercussão geral (Tema 1.234), as ações judiciais relativas a medicamentos não incorporados pelo SUS devem ser processadas e julgadas pelo juízo (estadual ou federal) ao qual foram direcionadas pelo cidadão.

Até o julgamento definitivo do recurso, que discute se a União deve responder solidariamente pelo fornecimento desses medicamentos, fica vedada a declinação da competência ou a determinação de inclusão da União no polo passivo dessas ações.

Medicamentos padronizados
Se a demanda envolver medicamentos ou tratamentos padronizados, a composição do polo passivo deve observar a repartição de responsabilidades estruturada no SUS, ainda que isso implique deslocamento de competência.

Para evitar insegurança jurídica, esses parâmetros devem ser observados nos processos em que ainda não houver sentença. Já os processos com sentença proferida até a data da decisão liminar devem permanecer no ramo da Justiça do magistrado sentenciante até o trânsito em julgado e a respectiva execução.

Suspensão nacional
O colegiado também referendou a decisão do ministro que determinou a suspensão, nas instâncias ordinárias, de recursos ao STF e ao STJ em que se discuta a inclusão da União no polo passivo de ações contra governos estaduais sobre o fornecimento de medicamentos ou tratamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas não padronizados no SUS, bem como dos processos em que se discuta a aplicação do Tema 793 da repercussão geral.

Um dia após o ministro Gilmar decretar a suspensão nacional dos processos, o STJ julgou o Incidente de Assunção de Competência (IAC) 14 e definiu que, em razão da responsabilidade solidária na saúde, o autor da ação pode escolher contra qual ente federado quer apresentar a demanda, mas é impositiva a inclusão da União.

Em seguida, o Colégio Nacional de Procuradores Gerais dos Estados e do Distrito Federal (Conpeg) apresentou ao STF manifestação alegando que esse entendimento contraria a jurisprudência do próprio Supremo de que a solidariedade entre os entes não é irrestrita.

Fato novo
Na decisão, o ministro Gilmar Mendes assinalou que o julgamento do IAC 14 pelo STJ constitui fato novo relevante, que tem impacto direto sobre o desfecho do Tema 1.234 da repercussão geral, tanto pela coincidência da controvérsia (expressamente apontada na decisão de suspensão nacional dos processos) quanto pelas próprias conclusões em relação à solidariedade dos entes federativos em ações e serviços de saúde.

Ainda de acordo com o relator da matéria, o entendimento do STJ instala desconexão entre a repartição legislativa de competências e responsabilidades no âmbito da política pública do SUS e a judicialização da matéria. "Em outras palavras, a definição de encargos no âmbito do Poder Judiciário é operacionalizada por lógica integralmente descolada da estruturação da complexa política pública de saúde", concluiu o ministro. Com informações da assessoria de imprensa do STF.

RE 1.366.243

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Wednesday, April 19, 2023

Ovo é um dos alimentos mais completos; conheça os benefícios - Terra

O ovo é um alimento de baixo custo e possui diversas vitaminas e muitos minerais necessários para a manutenção da saúde das pessoas.

19 abr 2023 - 13h02

(atualizado às 14h44)

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Considerado vilão por uns e herói na dieta de outros, o ovo é um dos alimentos mais imprescindíveis disponíveis no mercado, atrás apenas do leite materno.

Com sua praticidade, versatilidade e acessibilidade, ele se colocou entre os protagonistas no prato não só do brasileiro como do mundo todo.

O ovo é um alimento rico em benefícios para a saúde - Shutterstock

O ovo é um alimento rico em benefícios para a saúde - Shutterstock

Foto: Alto Astral

De acordo com Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil, o ovo é um alimento de baixo custo e possui diversas vitaminas e muitos minerais necessários para a manutenção da saúde das pessoas. E ele ainda é fácil de preparar, né?

Assim, o ótimo custo-benefício e a praticidade no preparo do ovo faz com que ele se torne uma boa opção de proteína nas refeições. Porém, suas vantagens vão além disso, já que ele traz vários benefícios para a nossa saúde e desenvolvimento.

Benefícios do ovo

Uma das funções do ovos na alimentação é o combate a perda da musculatura e a manutenção da massa muscular. Então é importante manter o ovo como fonte de proteína, participando da alimentação de forma estratégica e somado a exercícios físicos, evitando a redução muscular e mantendo uma forma de vida mais saudável.

Outro benefício é o consumo de luteína e zeaxantina, dois antioxidantes que agem diretamente na proteção dos olhos contra a luz.

"O que os estudos mostram é que o consumo do ovo aumenta os carotenoides séricos sem alterar o colesterol. Um estudo realizado com pessoas que consumiram um ovo diariamente mostra que elas tiveram um aumento da luteína e zeaxantina plasmática sem elevar os lipídios séricos e colesterol", explica a especialista.

O ovo também tem papel importante para o desenvolvimento desde o nascimento. Após o parto, muitas mulheres ficam com inúmeras dúvidas sobre a alimentação que devem ter durante o período de amamentação. Mas, segundo Lúcia, um dos alimentos que podem e devem ser consumidos nesse momento é o ovo.

"O ovo contribui com a alimentação materna e pode, indiretamente, favorecer um maior aporte de vitaminas e minerais ao leite materno", comenta a nutricionista. Além disso, no geral, o ovo é uma fonte de proteína, vitaminas, minerais e, claro, carotenoides importantes para todas as faixas etárias e sexos.

Ou seja, o ovo é prático, participa de muitas receitas doces e salgadas, é saboroso e faz muito bem para a saúde. Então que tal aproveitar mais tudo isso acrescentando o ovo mais vezes na sua dieta?

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Governo de Minas entrega 11 ônibus do Transporta SUS em Curvelo - Agência Minas Gerais

Seguindo a meta de levar os serviços de saúde cada vez mais próximos ao cidadão, o Governo de Minas , por meio da Secretaria de Estado de Sa...