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Sunday, January 2, 2022

Anvisa reforça 'urgência' em acabar com temporada de cruzeiros e fala em 'risco à saúde pública' - G1

Milhares de passageiros aguardaram durante todo o domingo para saber se poderiam embarcar em navio — Foto: Matheus Tagé/Jornal A Tribuna

Milhares de passageiros aguardaram durante todo o domingo para saber se poderiam embarcar em navio — Foto: Matheus Tagé/Jornal A Tribuna

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um comunicado contraindicando o embarque de passageiros que possuem viagens programadas em navios de cruzeiro para os próximos dias, após o aumento de casos de Covid-19 com identificação de surtos a bordo das embarcações que operam no país. A agência reguladora também reforçou a urgência da imediata interrupção da temporada de navios de cruzeiro no Brasil.

A recomendação da Anvisa, segundo emitido em comunicado, leva em consideração a mudança rápida no cenário epidemiológico, o risco de prejuízos à saúde dos passageiros e a imprevisibilidade das operações neste momento.

Situação dos navios

Segundo a Anvisa, há atualmente cinco navios de cruzeiro operando em águas brasileiras.

O Costa Diadema teve a operação interrompida na sexta-feira (30). A Anvisa determinou que o navio seguisse para Santos e fizesse o desembarque de todos os passageiros. Somente pessoas com teste positivo ou residentes locais puderam desembarcar no porto de Salvador, onde estava a embarcação. O navio está no nível 4 do cenário epidemiológico, o que impede a operação.

O navio MSC Preziosa atracou na manhã deste domingo no Porto de Rio de Janeiro. O desembarque dos passageiros foi iniciado após avaliação das autoridades de saúde da situação epidemiológica a bordo. A embarcação está no nível 3 do cenário epidemiológico. De acordo com essa avaliação, os novos embarques neste domingo (2) foram autorizados.

Já o Costa Fascinosa e o MSC Seaside seguem operando e no nível 3 do cenário epidemiológico, mas, segundo a Anvisa, a mudança deste cenário pode impedir novos embarques e levar ao encerramento dos cruzeiros.

Neste domingo (2), passageiros que aguardavam para embarcar no MSC Splendida, em Santos (SP) foram informados que o navio não seguiria viagem, após aguardarem no terminal de embarque durante todo o dia. Apesar do anúncio aos passageiros ter sido feito apenas durante esta noite, a Anvisa informou que a embarcação já havia sido notifica no sábado (1º) sobre o impedimento de embarque.

O MSC Splendida já havia tido sua operação interrompida no último dia 30, com passageiros isolados em suas cabines. O cenário epidemiológico do navio foi alterado para nível 4 neste domingo, que implica em quarentena para a embarcação.

Viagem interrompida: embarques em navio atracado em Santos estão suspensos

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Avanço da Covid-19 nos cruzeiros

De acordo com a Anvisa, as investigações conduzidas nos últimos dias demonstram que o vírus Sars-Cov-2 se espalha facilmente entre pessoas próximas a bordo de navios e a chance de contrair Covid-19 nos cruzeiros é alta.

Dessa forma, a recomendação, segundo a agência, tem por objetivo proteger a saúde da população e evitar transtornos aos viajantes, considerando a possibilidade de interrupção e redução das programações dos navios por decisão sanitária, as indefinições que podem ocorrer para embarque e desembarque, com eventual necessidade de desembarque em porto diferente do inicialmente planejado e a possibilidade de quarentena dos navios, o que pode representar um desconforto para todos.

Uma hora antes do anúncio do cancelamento aos passageiros, a Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis em SP elevou para II o nível de segurança do Concais, a partir de 17h.

A determinação autorizou, inclusive, o ingresso da Polícia Militar dentro da Área do Porto de Santos, uma área federal, "em caso de distúrbio, invasão e grave perturbação da ordem na área portuária e interior de navios".

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Recomendação de suspensão da temporada

Em comunicado, a Anvisa reforçou novamente a recomendação de suspender a temporada de navios de cruzeiro no país. Veja posicionamento na íntegra:

"A Anvisa reforça a urgência da imediata interrupção da temporada de navios de cruzeiro no Brasil. Em que pese os esforços da Agência nos últimos dias para controlar a situação sanitária das embarcações, as ações são gravemente impactadas por falhas no cumprimento dos protocolos pactuados para início da temporada.

Em razão do grave risco à saúde da população, a Anvisa já recomendou ao Ministério da Saúde, desde o dia 31/12, que revisitasse a posição sobre a temporada de navios de cruzeiro disposta na Portaria GM/MS nº 2.928, de 2021, até que seja reavaliado o cenário sanitário e epidemiológico.

Conforme alertado às autoridades signatárias da Portaria Interministerial CC-PR/MJSP/MS/MINFRA 658, de 2021, a Agência segue aguardando a rápida e urgente manifestação do Ministério da Saúde, sob pena de graves episódios sanitários com risco à saúde pública".

Por meio de nota, a MSC Cruzeiros contradiz a Anvisa, e afirma que a companhia recebeu a informação das autoridades de que o MSC Splendida não foi autorizado a realizar o embarque dos hóspedes no fim desta tarde.

A empresa afirma também que lamenta a situação e oferece aos hóspedes as opções de uma carta de crédito no valor do cruzeiro original, que pode ser resgatada em qualquer cruzeiro futuro até o dia 31 de dezembro de 2022 e, adicionalmente, um crédito a bordo de 200 USD/EUR por cabine para o próximo cruzeiro, ou o reembolso total dos valores pagos pelo cruzeiro.

A MSC informa que também será realizado o reembolso dos pacotes pré-pagos (bebidas, excursões, etc.) e que dará suporte aos hóspedes, incluindo apoio logístico, para que retornem para as suas casas. E, por fim, afirma que seguiu rígidos protocolos sanitários de prevenção à Covid-19.

MSC Preziosa tem cerca de 20 casos de Covid, segundo Secretaria de Saúde do Rio

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Anvisa reforça 'urgência' em acabar com temporada de cruzeiros e fala em 'risco à saúde pública' - G1
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Arma contra diabete ganha espaço contra a perda de peso - Terra

Um método desenvolvido para tratamento do diabete tem se revelado um importante aliado no combate à obesidade. A caneta de semaglutida, aprovada no Brasil para tratar o diabete tipo 2, pode fazer com que pacientes percam, em média, 15% do peso corporal em pouco mais de um ano. A substância consiste em um hormônio que sinaliza ao cérebro a sensação de saciedade. A aplicação subcutânea ocorre uma vez por semana, com supervisão profissional, e já é testada por pesquisas científicas.

Caneta de insulina vai facilitar a vida dos diabéticos Divulgação/Secretaria de Saúde

Caneta de insulina vai facilitar a vida dos diabéticos Divulgação/Secretaria de Saúde

Foto: Divulgação / Secretaria de Saúde

O principal estudo que indica como a caneta pode ser útil para pacientes com obesidade, segundo especialistas, foi publicado em março deste ano na revista científica The New England Journal of Medicine. Os pesquisadores demonstraram que, quando combinada a uma alimentação regrada e ao aumento da atividade física, a dosagem semanal de 2,4 mg de semaglutida propiciou perda média de peso de 15,2% em 104 semanas, ante 2,6% no grupo placebo. Participaram dos testes 1.961 adultos com alto índice de massa corpórea. Não houve ocorrência de efeitos colaterais graves.

Com os resultados, a caneta, cujo nome comercial no exterior é Wegovy, foi aprovada no meio deste ano pela agência reguladora dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) para tratar o sobrepeso e a obesidade, um dos principais problemas enfrentados pelos americanos. Também recebeu aval da Europa e do Canadá. No Brasil, a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, que comercializa o produto, solicitou há alguns meses o uso da caneta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratar a obesidade. O pedido está em análise.

A caneta é liberada por aqui apenas para tratar o diabete, mas em dosagem diferente: 1,3 mg por semana. O produto, cujo nome comercial no País é Ozempic, custa por volta de R$ 1 mil por mês e não está incorporado no rol de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Bem como a liraglutida, que também é classificada como uma agonista do receptor GLP-1, o peptídeo que causa saciedade. Este segundo medicamento está aprovado no País não só para tratar o diabete, como a obesidade.

Outra opção

Sob o nome comercial de Saxenda, a caneta de liraglutida, também desenvolvida pela Novo Nordisk, é comercializada no País a R$ 600 por mês. Diferentemente da semaglutida, porém, ela é de aplicação diária. Não há estudo comparativo entre a efetividade das duas substâncias para tratar a obesidade, mas uma pesquisa conduzida pela farmacêutica dinamarquesa apontou que a Saxenda pode diminuir a massa corporal em até 8% após administração por um ano - índice menor que o apresentado pela semaglutida.

Moradora de Sinop, no Mato Grosso, a estudante de medicina veterinária Laura Foss, de 22 anos, conta ter perdido cerca de 12 kg desde que começou a usar a liraglutida há cinco meses. "Tem dado muito certo, do jeito que nenhum tratamento deu até hoje", conta a estudante. "Mas o medicamento por si só não faz milagre. Eu também fiz atividade física, regulei a minha alimentação e estou tentando fazer isso virar um hábito de vida", pondera.

Quando começou, por indicação médica, a fazer o tratamento com Saxenda, Laura conta que estava pesando mais de 90 kg e tinha índice de massa corpórea (IMC) de quase 34. Acima de 30, o indicador aponta que há obesidade. Ela relata que o quadro se agravou durante o primeiro ano de pandemia e que, entre outras complicações, estava apresentando resistência insulínica, o que a fez procurar a nova solução.

Cuidados importantes

Endocrinologista da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), a médica Cintia Cercato explica que o recomendado é começar a usar os chamados agonistas da GLP-1 com doses menores e, aos poucos, aumentar a aplicação.

A aplicação cheia, complementa, costuma ocorrer após alguns meses, quando o médico avalia que o corpo do paciente já está acostumado com a substância. Especialistas em saúde ouvidos pelo Estadão apontam que o acompanhamento profissional é imprescindível.

Segundo Cercato, uma das principais dúvidas de pacientes interessados pela caneta é o fato de as substâncias injetadas por elas terem sido estudadas, em um primeiro momento, para tratar o diabete. Porém, a endocrinologista aponta que isso não é um problema. "Este tipo de medicação (agonista da GLP-1) sensibiliza o pâncreas a produzir de forma mais eficiente a insulina para controlar a glicemia", explica a médica.

"Então, no caso de pessoas que são diabéticas, melhora a produção da insulina, mas em uma pessoa que não é diabética a glicemia vai continuar normal. Não é um remédio que vai causar a hipoglicemia", acrescenta Cercato. A aprovação da caneta de semaglutida pela agência reguladora americana, acredita a especialista, é importante para abrir caminho para o tratamento contra a obesidade no Brasil.

Para o médico Roberto Zagury, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), um ponto adicional é que os remédios desse tipo podem ainda combater complicações cardiovasculares. "É uma família de medicamentos que ganhou muito espaço recentemente, porque além de reduzir a glicose, promove perda de peso e reduz o risco de desfechos cardiovasculares", diz Zagury.

Professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e responsável pelo Ambulatório de Obesidade, o endocrinologista Luiz Guilherme Kraemer explica que os estudos disponíveis demonstram que, na comparação com os ganhos gerados pela semaglutida, a incidência de efeitos colaterais não é tão significativa. Os mais recorrentes, explica, são eventos gastrointestinais, como náusea e diarreia.

Em nota, a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran) destaca que o uso da caneta de semaglutida "vem sendo apontado para o tratamento da obesidade, que é uma doença, e não deve ser encarado como medicamento para emagrecimento". A entidade defendeu ética profissional na prescrição e cautela no uso, especialmente para se evitar efeitos adversos e ganho rápido de peso após interrupção do tratamento. "A Asbran espera que estudos mais aprofundados sejam feitos para avaliação de uso prolongado do fármaco e que o mesmo, caso seja aprovado pela Anvisa, não esteja disponível sem a devida prescrição médica", acrescenta.

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Israel detecta primeiro caso de 'flurona', dupla infecção de Covid e influenza - Jornal O Globo

ISRAEL — O primeiro caso de uma rara mistura de duas infecções, gripe e Covid-19, apelidada de "flurona", foi detectado em Israel. Relatórios locais disseram que a paciente era uma jovem grávida, que estava no hospital, embora tivesse apenas sintomas leves.

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"Ela foi diagnosticada com gripe e coronavírus assim que chegou", disse Arnon Vizhnitser, diretor do departamento de ginecologia do Hospital Beilinson na cidade de Petah Tikva.

Autoridades de saúde israelenses estudam o caso para determinar se a combinação causa maior gravidade da doença. Esta é a primeira ocorrência documentada de "flurona" detectada no mundo, mas os médicos acreditam que possa haver mais infecções do tipo no país.

O professor Arnon Vizhnitser falou sobre o assunto ao jornal local Hamodia:

— Ambos os testes deram positivo, mesmo depois de verificarmos novamente. A doença é a mesma. Elas são virais e causam dificuldade para respirar, pois ambos atacam o trato respiratório superior — explicou, dizendo que a mulher deve receber alta na quinta-feira.

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Segundo o médico, casos de mulheres grávidas com gripe têm sido frequentes no hospital.

— É definitivamente um grande desafio lidar com uma mulher que chega com febre no parto. Isso é especialmente desafiador quando você não sabe se é coronavírus ou gripe, então você os trata da mesma forma. A maior parte das doenças é respiratória — relatou.

Quarta dose

O fato ocorreu depois que o ministro da Saúde de Israel disse na última sexta-feira que o país está estendendo sua oferta de uma quarta dose de vacina para idosos em instituições de cuidados.

O ministro da Saúde Nitzan Horowitz anunciou a mudança, citando sua alta exposição e vulnerabilidade a infecções.

Israel já havia estendido o lançamento da quarta dose para pessoas com imunidade enfraquecida, tornando-se um dos primeiros países a fazê-lo, na esperança de conter o aumento de casos impulsionado pela variante Ômicron.

O país vive um surto de casos, com mais de 5 mil infecções registradas ontem. Houve 1.376.256 diagnósticos e 8.243 mortes relacionados ao coronavírus em Israel desde o início da pandemia.

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Saiba como a comida pode melhorar o seu humor - Jornal O Globo

Enquanto as pessoas em todo o mundo lutavam contra níveis elevados de estresse, depressão e ansiedade nos últimos tempos, muitos se voltavam para seus alimentos favoritos: sorvete, doces, pizza, hambúrgueres. Mas estudos recentes sugerem que os alimentos carregados de açúcar e com alto teor de gordura, pelos quais muitas vezes ansiamos quando estamos estressados ou deprimidos, por mais reconfortantes que possam parecer, têm menor probabilidade de beneficiar nossa saúde mental.

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Em vez disso, alimentos integrais, como vegetais, frutas, peixes, ovos, nozes e sementes, feijões e legumes e alimentos fermentados, como iogurte, podem ser uma aposta melhor.

As descobertas resultam de um campo de pesquisa que está em alta, conhecido como psiquiatria nutricional, que examina a relação entre dieta e bem-estar mental. A ideia de que comer certos alimentos pode promover a vitalidade do cérebro, da mesma forma que pode melhorar a saúde do coração, pode parecer senso comum. Mas, historicamente, a pesquisa nutricional tem se concentrado em como os alimentos afetam nossa saúde física, em vez de nossa saúde mental. Por muito tempo, a influência potencial dos alimentos na felicidade e no bem-estar mental, como uma equipe de pesquisadores afirmou recentemente, foi "virtualmente ignorada".

Recentemente, porém, um crescente número de pesquisas trouxe dicas intrigantes sobre o modo como os alimentos podem afetar nosso humor. Uma dieta saudável promove um intestino saudável, que se comunica com o cérebro por meio do que é conhecido como o eixo intestino-cérebro. Micróbios no intestino produzem neurotransmissores, como serotonina e dopamina, que regulam nosso humor e emoções, e o microbioma intestinal tem sido implicado em resultados de saúde mental.

“Um crescente corpo de literatura mostra que o microbioma intestinal desempenha um papel modelador em uma variedade de transtornos psiquiátricos, incluindo um grave transtorno depressivo”, escreveu uma equipe de cientistas na Harvard Review of Psychiatry em 2020.

Bom e barato

Grandes estudos populacionais também descobriram que pessoas que comem muitos alimentos ricos em nutrientes relatam menos depressão e maiores níveis de felicidade e bem-estar mental. Um estudo desse tipo, de 2016, que acompanhou 12,4 mil pessoas por cerca de sete anos e descobriu que aqueles que aumentaram seu consumo de frutas e vegetais durante o período da pesquisa declararam níveis mais altos de felicidade e satisfação com a vida.

Grandes estudos observacionais, entretanto, podem mostrar apenas correlações, não causalidade, o que levanta a questão: o que vem primeiro? A ansiedade e a depressão levam as pessoas a escolherem alimentos não saudáveis ou vice-versa? Pessoas felizes e otimistas são mais motivadas a consumirem alimentos nutritivos? Ou uma dieta saudável ilumina diretamente seu humor?

O primeiro grande ensaio a lançar luz sobre a conexão comida-humor foi publicado em 2017. Uma equipe de pesquisadores queria saber se as mudanças na dieta ajudariam a aliviar a depressão. Assim, recrutaram 67 pessoas clinicamente deprimidas e as dividiram em grupos. Um grupo foi a reuniões com um nutricionista que os orientou a seguir uma dieta tradicional ao estilo mediterrâneo. O outro grupo, servindo como controle, se reunia regularmente com um assistente de pesquisa que fornecia apoio social, mas nenhum conselho dietético.

No início do estudo, ambos os grupos consumiam muitos alimentos açucarados, carnes processadas e salgadinhos, e muito pouca fibra, proteínas magras ou frutas e vegetais. Mas o grupo de dieta fez grandes mudanças: substituíram doces, fast food e pastéis por alimentos integrais, como nozes, feijão, frutas e legumes, mudaram de pão branco para o integral e trocaram carnes altamente processadas, como presunto, salsicha e bacon, por frutos do mar e pequenas quantidades de carne vermelha magra.

Ambos os grupos foram aconselhados a continuar tomando os medicamentos prescritos. O objetivo do estudo não era verificar se uma dieta mais saudável poderia substituir a medicação, mas se poderia fornecer benefícios adicionais.

Após 12 semanas, as taxas médias de depressão melhoraram em ambos os grupos, o que pode ser esperado para qualquer pessoa que participe de um ensaio clínico que forneça suporte adicional, independentemente do grupo em que esteja. Mas as taxas de depressão melhoraram muito mais no grupo que se seguiu ao dieta saudável: cerca de um terço dessas pessoas não foram mais classificadas como deprimidas, em comparação com 8% das pessoas do grupo de controle.

Os resultados foram surpreendentes por uma série de razões. A dieta beneficiou a saúde mental, embora os participantes não tenham perdido peso. As pessoas também economizaram dinheiro ao comer alimentos mais nutritivos, o que demonstra que uma dieta saudável pode ser econômica.

— A saúde mental é complexa. Comer uma salada não vai curar a depressão. Mas há muito que você pode fazer para levantar o humor e melhorar sua saúde mental, tão simples quanto aumentar a ingestão de vegetais e alimentos saudáveis — disse Felice Jacka, diretora do Food & Mood Center da Universidade Deakin, na Austrália, e principal autora do estudo.

Mais pesquisas são necessárias

Outros estudos randomizados relataram resultados semelhantes. Em um trabalho com 150 adultos com depressão publicado no ano passado, descobriram que as pessoas designadas para seguir uma dieta mediterrânea suplementada com óleo de peixe por três meses tiveram maiores reduções nos sintomas de depressão, estresse e ansiedade após três meses em comparação com um grupo de controle.

Ainda assim, nem todo estudo teve resultados positivos. Um grande estudo de um ano publicado no JAMA em 2019, por exemplo, descobriu que uma dieta mediterrânea reduziu a ansiedade, mas não evitou a depressão em um grupo de pessoas de alto risco. Tomar suplementos como vitamina D, selênio e ácidos graxos ômega-3 não teve impacto na depressão ou ansiedade.

A maioria dos grupos profissionais psiquiátricos não adotou recomendações dietéticas, em parte porque os especialistas dizem que mais pesquisas são necessárias antes que eles possam prescrever uma dieta específica para a saúde mental.

Nutrição incorporada

Mas especialistas em saúde pública em países ao redor do mundo começaram a encorajar as pessoas a adotarem hábitos como exercícios, sono profundo, uma dieta saudável para o coração, além de evitar o fumo, que pode reduzir a inflamação e ter benefícios para o cérebro. As associações de psiquiatras da Nova Zelândia e Austrália emitiram diretrizes de prática clínica encorajando os médicos a recomendarem dieta, exercícios e o fim do tabagismo antes de iniciarem os pacientes com medicação ou psicoterapia.

Alguns médicos já estão incorporando a nutrição em seu trabalho com os pacientes.

Drew Ramsey, psiquiatra e professor clínico assistente do Colégio de Médicos e Cirurgiões da Universidade Columbia, em Nova York, começa suas sessões com novos pacientes analisando seu histórico psiquiátrico e, em seguida, explorando sua dieta. Ele pergunta o que eles comem, quais são seus alimentos favoritos e descobre se as comidas que considera importantes para a conexão intestino-cérebro estão faltando em suas dietas, como vegetais, frutos do mar e alimentos fermentados.

Ramsey publicou um livro no ano passado, “Eat to Beat Depression and Anxiety” ("Comer para combater a depressão e a ansiedade"), e fundou a Brain Food Clinic em Nova York para ajudar pessoas que lutam contra transtornos de humor a melhorar suas dietas.

Segundo ele, alimentos como frutos do mar, vegetais, grãos, feijões, além de um pouco de chocolate amargo, ajudam a promover compostos como o fator neurotrófico derivado do cérebro, ou BDNF, uma proteína que estimula o crescimento de novos neurônios e ajuda a proteger os já existentes.

Eles também contêm grandes quantidades de fibras, gordura insaturada, antioxidantes, ácidos graxos ômega-3 e outros nutrientes que comprovadamente melhoram a saúde intestinal e metabólica e reduzem a inflamação, os quais podem afetar o cérebro.

Ramsey disse que não quer que as pessoas pensem que o único fator envolvido na saúde do cérebro é a comida.

— Muitas pessoas comem exatamente da maneira certa, vivem vidas muito ativas e ainda têm problemas significativos de saúde mental — ele ressalta.

Mas ele também ensina às pessoas que a comida pode ser fortalecedora:

—  Não podemos controlar nossos genes nem se traumas ou episódios de violência acontecem conosco. Mas podemos controlar o que como comemos, e isso garante benefícios concretos que ajudam a cuidar da saúde do cérebro.

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O que acontece no corpo quando se para de beber álcool - globoesporte.com

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig) mostra que 55% da população brasileira têm o hábito de consumir bebidas alcoólicas. Nos últimos anos, atravessados pela pandemia de Covid-19, 17,2% desse montante declararam aumento do consumo associado a quadros de ansiedade graves por conta do isolamento social. E agora, a luta de muitos é para largar ou ao menos reduzir o álcool, uma meta de Ano Novo para muita gente. E você sabe o que acontece com o nosso corpo quando paramos de consumir álcool?

Álcool em excesso pode afetar a saúde física e mental — Foto: Reprodução/Internet

Álcool em excesso pode afetar a saúde física e mental — Foto: Reprodução/Internet

Primeiro, vamos entender o que o consumo constante de álcool pode causar.

A curto prazo:

  1. Ganho de peso;
  2. Alterações de humor: irritabilidade, impaciência, depressão;
  3. Perda de memória;
  4. Sonolência;
  5. Resistência insulínica e diabetes;
  6. Hipertensão arterial;
  7. Obesidade;
  8. Infarto agudo no miocárdio e AVC- acidente vascular cerebral.

A longo prazo, o álcool prejudica todos os órgãos, em especial o fígado (o fígado sofre uma sobrecarga para metabolizá-lo), e causa:

  1. Gastrite;
  2. Hepatite alcoólica;
  3. Pancreatite;
  4. Fígado gorduroso;
  5. Cirrose;
  6. Ansiedade;
  7. Depressão;
  8. Envelhecimento celular precoce;
  9. Câncer - especialmente de mama, boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, fígado e intestino.
Para quem pratica atividade física:

O médico endocrinologista Guilherme Renke explica que o álcool reduz a capacidade de recuperação muscular. Além disso, sabe-se que associar exercícios a álcool pode aumentar a possibilidade de:

  • Arritmias;
  • Hipoglicemia;
  • Desidratação;
  • Fadiga;
  • Queda na concentração;
  • Perda de massa muscular;
  • Queda de rendimento;
  • Má recuperação muscular.

– As primeiras horas após o exercício são cruciais para a recuperação muscular. Portanto, o que você consome, especialmente após o treino, faz muita diferença. Um estudo mostrou que a ingestão de álcool prejudica as taxas de síntese de glicogênio muscular após o exercício. Esse resultado aparece principalmente devido aos efeitos indiretos do consumo de álcool: como os atletas estavam bebendo, eles não ingeriam carboidratos, conforme recomendado, para uma recuperação ideal – acrescenta Renke.

O que acontece quando se para de beber:

Você sabia que as bebidas alcoólicas são muito calóricas? — Foto: Divulgação

Você sabia que as bebidas alcoólicas são muito calóricas? — Foto: Divulgação

Em uma semana:
  • Melhora do sono - o metabolismo do álcool atrapalha a produção dos hormônios como a melatonina, impedindo que o ciclo do sono seja completo para que possa reparar as células.
  • Mais energia - o álcool causa reações inflamatórias nas células, fazendo com que o corpo gaste muita energia para metabolizar o álcool, por isso o nível de energia é tão afetado diretamente.
  • Menor retenção líquida pelo melhor equilíbrio do ADH (hormônio anti diurético), responsável pelo controle da reabsorção de água pelo organismo.
Em um mês
  • Os índices glicêmicos diminuem em média 15%, ou seja, ocorre uma diminuição da quantidade de açúcar no sangue responsável pelo desenvolvimento do diabetes tipo 2.
  • Potencializa o processo de emagrecimento, por diminuir as respostas inflamatórias e otimizar a queima de gordura.
Em 6 meses
  • Melhora a pele, pois a desidratação celular causada pelo consumo de álcool acelera o processo de envelhecimento.
  • Redução dos níveis de colesterol, contribuindo para a saúde do coração e a diminuição do risco de infartos e ACV.
  • Menos chance de arritmias cardíacas;
  • Redução da pressão arterial, ajudando no tratamento da hipertensão, outro fator de risco para infarto e AVC.
  • Redução da esteatose hepática, que é a gordura do fígado, entre 15% a 20%. O excesso de gordura no fígado pode levar a um quadro mais grave de disfunção do órgão, causando uma cirrose hepática irreversível.
    A longo prazo, explicou a especialista, além de auxiliar no processo de emagrecimento, o álcool é uma substância tóxica ao organismo que acelera o processo de catabolização (mecanismos de quebra de proteínas que afetam diretamente o corpo a nível metabólico). Para que isso ocorra, as vias metabólicas são todas alteradas, e entre as consequências, ocorre o favorecimento de acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal, devido a ativação da secreção do cortisol, que estimula as células a guardarem essas gorduras!
    – Nosso fígado metaboliza o álcool da mesma forma que o açúcar, já que ambos servem como veículo para converter carboidratos alimentares em gordura, promovendo a resistência à insulina, fígado gorduroso e dislipidemia (níveis anormais de gordura no sangue), por isso eliminarmos o álcool da dieta implica em tantos benefícios – acrescentou Genaro.
  • Maior equilíbrio emocional, com menos alterações do humor e condutas antissociais, já que o álcool interfere negativamente no nível de estresse através da regulação do cortisol. Com isso, combate-se fatores de risco para ansiedade e depressão.
  • Redução da resistência insulínica, ajudando a prevenir a diabetes;
  • Diminuição do risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer, especialmente os de boca, esôfago, intestino e reto.

Por que o álcool faz mal?

Ressaca é só a ponta do iceberg: estresse, ansiedade, depressão estão entre os malefícios causados pelo consumo excessivo de álcool — Foto: istock

Ressaca é só a ponta do iceberg: estresse, ansiedade, depressão estão entre os malefícios causados pelo consumo excessivo de álcool — Foto: istock

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) não existe um padrão de consumo de álcool que seja absolutamente seguro. O limiar de ingestão de álcool necessário para danos cerebrais é desconhecido. O impacto de um consumo moderado também ainda não está claro em relação aos efeitos do álcool sobre os desfechos cardiovasculares e cerebrais. Existem ainda dois problemas: toxicidade e superavit calórico. Do ponto de vista calórico, o consumo da álcool faz uma grande diferença na ingesta total calórica de uma pessoa. O álcool possui maior densidade energética (7kcal/g) do que o carboidrato, por exemplo (4kcal/g), assim o consumo exagerado do álcool, mesmo com restrição de alimentos, pode trazer prejuízo na composição corporal de um esportista. Ou seja, álcool engorda.

– Falando em efeitos tóxicos, o grande problema é o acetaldeído. Após a ingestão do álcool, duas enzimas do fígado, álcool desidrogenase (ADH) e aldeído desidrogenase (ALDH), começam a quebrar a molécula de álcool para que ela possa ser eliminada do corpo. O ADH ajuda a converter o álcool em acetaldeído. O acetaldeído permanece no corpo apenas por um curto período de tempo porque é rapidamente convertido em acetato por outras enzimas. No entanto, embora o acetaldeído esteja presente no corpo por um curto período de tempo, é altamente tóxico e conhecido como cancerígeno – explica Renke.

Para Roberta Genaro, médica atuante na área de nutrologia e medicina integrativa, palestrante e biohacker, o consumo de álcool afeta diretamente a nossa saúde, e há pesquisas que demonstram uma forte associação entre o consumo e doenças neurodegenerativas a nível de DNA. Em um estudo observacional feito por pesquisadores de Oxford com mais de 25 mil pessoas, foi demonstrado que existe uma forte relação entre o consumo de álcool e o processo de envelhecimento celular precoce.

– O álcool é uma droga psicoativa, ou seja, ele atua diretamente no cérebro como uma substância tóxica para o organismo, independente do tipo de bebida alcoólica consumida – comenta Roberta.

A recomendação, de acordo com o médico, é escolher não beber ou beber com moderação, limitando a ingestão a um máximo de duas bebidas (exemplo: duas long necks ou duas taças de vinho) por dia para homens ou uma bebida por dia para mulheres, nos dias em que o álcool é consumido.

– Na verdade, com a interrupção do consumo, evitamos o desenvolvimento de doenças crônicas, incluindo hipertensão arterial, doença cardíaca, acidente vascular cerebral, doença hepática e problemas digestivos e problemas de saúde mental causados pelo álcool incluindo depressão e ansiedade – completa Renke.

Outro benefício apontado pelo endocrinologista, é a melhora do sono, o que também beneficia a recuperação de atletas. Outros estudos mostraram efeitos na função cognitiva na manhã seguinte e sugeriram aumento do risco de lesões musculares nas pessoas que consomem bebidas alcoólicas.

De acordo com a médica e biohacker Roberta Genaro, ao eliminarmos o álcool da dieta, a curto prazo melhoramos a nossa capacidade metabólica do fígado, trazendo mais energia, disposição e bem-estar ao organismo e, no longo prazo, favorecendo uma longevidade saudável e diminuindo o risco do aparecimento de doenças que podem ser ativadas pelo consumo de álcool.

– A curto prazo, eliminando o álcool e a famosa ressaca existe uma melhora na nossa capacidade cognitiva, capacidade de pensamento e raciocínio lógico. Além disso, diminui a retenção líquida, logo melhora a sensação de inchaço do corpo causado pelo acúmulo de água que sai dos vasos para o tecido subcutâneo – completa.

Alcoolismo

Roberta reforça que o National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA) estabelece como dose padrão 14g de etanol puro e orienta as mulheres a limitarem seu consumo a uma dose por dia e, os homens, a até duas doses por dia. A ingestão acima desta quantidade já pode ser considerada "beber demais".

Segundo o Ministério da saúde, apenas um “sim” a algumas dessas perguntas sugere um possível problema e sinais do alcoolismo, sendo importante procurar ajuda:

  • Você já sentiu que deveria diminuir a bebida?
  • As pessoas já o irritaram quando criticaram sua bebida?
  • Você já se sentiu mal ou culpado a respeito de sua bebida?
  • Você já tomou bebida alcóolica pela manhã para “aquecer” os nervos ou para se livrar de uma ressaca?

– O álcool afeta diretamente os receptores celulares cerebrais e nível de DNA ligado a produção de neurotransmissores como serotonina e dopamina, implicando numa deficiência desses neuro-hormônios fundamentais para a felicidade e bem-estar. Logo, quanto maior o consumo de álcool, maior será a chance de piorar ou desenvolver algum grau de depressão – concluiu a especialista.

Fontes:
Guilherme Renke é médico endocrinologista, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e metabologia (SBEM), e médico do esporte, membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBMEE) e da Sociedade Brasileira de Medicina e Obesidade (SBEMO).
Roberta Genaro é médica atuante em nutrologia e medicina integrativa, palestrante em Biohacker e fundadora da MAP, primeiro Master Mind de Saúde do Brasil. Pós-graduada em biofísica quântica e terapia ortobiomolecular e Master Health Coach em em Saúde Integrativa Sistêmica.

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Saturday, January 1, 2022

O que acontece no corpo quando se para de beber álcool - globoesporte.com

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig) mostra que 55% da população brasileira têm o hábito de consumir bebidas alcoólicas. Nos últimos anos, atravessados pela pandemia de Covid-19, 17,2% desse montante declararam aumento do consumo associado a quadros de ansiedade graves por conta do isolamento social. E agora, a luta de muitos é para largar ou ao menos reduzir o álcool, uma meta de Ano Novo para muita gente. E você sabe o que acontece com o nosso corpo quando paramos de consumir álcool?

Álcool em excesso pode afetar a saúde física e mental — Foto: Reprodução/Internet

Álcool em excesso pode afetar a saúde física e mental — Foto: Reprodução/Internet

Primeiro, vamos entender o que o consumo constante de álcool pode causar.

A curto prazo:

  1. Ganho de peso;
  2. Alterações de humor: irritabilidade, impaciência, depressão;
  3. Perda de memória;
  4. Sonolência;
  5. Resistência insulínica e diabetes;
  6. Hipertensão arterial;
  7. Obesidade;
  8. Infarto agudo no miocárdio e AVC- acidente vascular cerebral.

A longo prazo, o álcool prejudica todos os órgãos, em especial o fígado (o fígado sofre uma sobrecarga para metabolizá-lo), e causa:

  1. Gastrite;
  2. Hepatite alcoólica;
  3. Pancreatite;
  4. Fígado gorduroso;
  5. Cirrose;
  6. Ansiedade;
  7. Depressão;
  8. Envelhecimento celular precoce;
  9. Câncer - especialmente de mama, boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, fígado e intestino.
Para quem pratica atividade física:

O médico endocrinologista Guilherme Renke explica que o álcool reduz a capacidade de recuperação muscular. Além disso, sabe-se que associar exercícios a álcool pode aumentar a possibilidade de:

  • Arritmias;
  • Hipoglicemia;
  • Desidratação;
  • Fadiga;
  • Queda na concentração;
  • Perda de massa muscular;
  • Queda de rendimento;
  • Má recuperação muscular.

– As primeiras horas após o exercício são cruciais para a recuperação muscular. Portanto, o que você consome, especialmente após o treino, faz muita diferença. Um estudo mostrou que a ingestão de álcool prejudica as taxas de síntese de glicogênio muscular após o exercício. Esse resultado aparece principalmente devido aos efeitos indiretos do consumo de álcool: como os atletas estavam bebendo, eles não ingeriam carboidratos, conforme recomendado, para uma recuperação ideal – acrescenta Renke.

O que acontece quando se para de beber:

Você sabia que as bebidas alcoólicas são muito calóricas? — Foto: Divulgação

Você sabia que as bebidas alcoólicas são muito calóricas? — Foto: Divulgação

Em uma semana:
  • Melhora do sono - o metabolismo do álcool atrapalha a produção dos hormônios como a melatonina, impedindo que o ciclo do sono seja completo para que possa reparar as células.
  • Mais energia - o álcool causa reações inflamatórias nas células, fazendo com que o corpo gaste muita energia para metabolizar o álcool, por isso o nível de energia é tão afetado diretamente.
  • Menor retenção líquida pelo melhor equilíbrio do ADH (hormônio anti diurético), responsável pelo controle da reabsorção de água pelo organismo.
Em um mês
  • Os índices glicêmicos diminuem em média 15%, ou seja, ocorre uma diminuição da quantidade de açúcar no sangue responsável pelo desenvolvimento do diabetes tipo 2.
  • Potencializa o processo de emagrecimento, por diminuir as respostas inflamatórias e otimizar a queima de gordura.
Em 6 meses
  • Melhora a pele, pois a desidratação celular causada pelo consumo de álcool acelera o processo de envelhecimento.
  • Redução dos níveis de colesterol, contribuindo para a saúde do coração e a diminuição do risco de infartos e ACV.
  • Menos chance de arritmias cardíacas;
  • Redução da pressão arterial, ajudando no tratamento da hipertensão, outro fator de risco para infarto e AVC.
  • Redução da esteatose hepática, que é a gordura do fígado, entre 15% a 20%. O excesso de gordura no fígado pode levar a um quadro mais grave de disfunção do órgão, causando uma cirrose hepática irreversível.
    A longo prazo, explicou a especialista, além de auxiliar no processo de emagrecimento, o álcool é uma substância tóxica ao organismo que acelera o processo de catabolização (mecanismos de quebra de proteínas que afetam diretamente o corpo a nível metabólico). Para que isso ocorra, as vias metabólicas são todas alteradas, e entre as consequências, ocorre o favorecimento de acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal, devido a ativação da secreção do cortisol, que estimula as células a guardarem essas gorduras!
    – Nosso fígado metaboliza o álcool da mesma forma que o açúcar, já que ambos servem como veículo para converter carboidratos alimentares em gordura, promovendo a resistência à insulina, fígado gorduroso e dislipidemia (níveis anormais de gordura no sangue), por isso eliminarmos o álcool da dieta implica em tantos benefícios – acrescentou Genaro.
  • Maior equilíbrio emocional, com menos alterações do humor e condutas antissociais, já que o álcool interfere negativamente no nível de estresse através da regulação do cortisol. Com isso, combate-se fatores de risco para ansiedade e depressão.
  • Redução da resistência insulínica, ajudando a prevenir a diabetes;
  • Diminuição do risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer, especialmente os de boca, esôfago, intestino e reto.

Por que o álcool faz mal?

Ressaca é só a ponta do iceberg: estresse, ansiedade, depressão estão entre os malefícios causados pelo consumo excessivo de álcool — Foto: istock

Ressaca é só a ponta do iceberg: estresse, ansiedade, depressão estão entre os malefícios causados pelo consumo excessivo de álcool — Foto: istock

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) não existe um padrão de consumo de álcool que seja absolutamente seguro. O limiar de ingestão de álcool necessário para danos cerebrais é desconhecido. O impacto de um consumo moderado também ainda não está claro em relação aos efeitos do álcool sobre os desfechos cardiovasculares e cerebrais. Existem ainda dois problemas: toxicidade e superavit calórico. Do ponto de vista calórico, o consumo da álcool faz uma grande diferença na ingesta total calórica de uma pessoa. O álcool possui maior densidade energética (7kcal/g) do que o carboidrato, por exemplo (4kcal/g), assim o consumo exagerado do álcool, mesmo com restrição de alimentos, pode trazer prejuízo na composição corporal de um esportista. Ou seja, álcool engorda.

– Falando em efeitos tóxicos, o grande problema é o acetaldeído. Após a ingestão do álcool, duas enzimas do fígado, álcool desidrogenase (ADH) e aldeído desidrogenase (ALDH), começam a quebrar a molécula de álcool para que ela possa ser eliminada do corpo. O ADH ajuda a converter o álcool em acetaldeído. O acetaldeído permanece no corpo apenas por um curto período de tempo porque é rapidamente convertido em acetato por outras enzimas. No entanto, embora o acetaldeído esteja presente no corpo por um curto período de tempo, é altamente tóxico e conhecido como cancerígeno – explica Renke.

Para Roberta Genaro, médica atuante na área de nutrologia e medicina integrativa, palestrante e biohacker, o consumo de álcool afeta diretamente a nossa saúde, e há pesquisas que demonstram uma forte associação entre o consumo e doenças neurodegenerativas a nível de DNA. Em um estudo observacional feito por pesquisadores de Oxford com mais de 25 mil pessoas, foi demonstrado que existe uma forte relação entre o consumo de álcool e o processo de envelhecimento celular precoce.

– O álcool é uma droga psicoativa, ou seja, ele atua diretamente no cérebro como uma substância tóxica para o organismo, independente do tipo de bebida alcoólica consumida – comenta Roberta.

A recomendação, de acordo com o médico, é escolher não beber ou beber com moderação, limitando a ingestão a um máximo de duas bebidas (exemplo: duas long necks ou duas taças de vinho) por dia para homens ou uma bebida por dia para mulheres, nos dias em que o álcool é consumido.

– Na verdade, com a interrupção do consumo, evitamos o desenvolvimento de doenças crônicas, incluindo hipertensão arterial, doença cardíaca, acidente vascular cerebral, doença hepática e problemas digestivos e problemas de saúde mental causados pelo álcool incluindo depressão e ansiedade – completa Renke.

Outro benefício apontado pelo endocrinologista, é a melhora do sono, o que também beneficia a recuperação de atletas. Outros estudos mostraram efeitos na função cognitiva na manhã seguinte e sugeriram aumento do risco de lesões musculares nas pessoas que consomem bebidas alcoólicas.

De acordo com a médica e biohacker Roberta Genaro, ao eliminarmos o álcool da dieta, a curto prazo melhoramos a nossa capacidade metabólica do fígado, trazendo mais energia, disposição e bem-estar ao organismo e, no longo prazo, favorecendo uma longevidade saudável e diminuindo o risco do aparecimento de doenças que podem ser ativadas pelo consumo de álcool.

– A curto prazo, eliminando o álcool e a famosa ressaca existe uma melhora na nossa capacidade cognitiva, capacidade de pensamento e raciocínio lógico. Além disso, diminui a retenção líquida, logo melhora a sensação de inchaço do corpo causado pelo acúmulo de água que sai dos vasos para o tecido subcutâneo – completa.

Alcoolismo

Roberta reforça que o National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA) estabelece como dose padrão 14g de etanol puro e orienta as mulheres a limitarem seu consumo a uma dose por dia e, os homens, a até duas doses por dia. A ingestão acima desta quantidade já pode ser considerada "beber demais".

Segundo o Ministério da saúde, apenas um “sim” a algumas dessas perguntas sugere um possível problema e sinais do alcoolismo, sendo importante procurar ajuda:

  • Você já sentiu que deveria diminuir a bebida?
  • As pessoas já o irritaram quando criticaram sua bebida?
  • Você já se sentiu mal ou culpado a respeito de sua bebida?
  • Você já tomou bebida alcóolica pela manhã para “aquecer” os nervos ou para se livrar de uma ressaca?

– O álcool afeta diretamente os receptores celulares cerebrais e nível de DNA ligado a produção de neurotransmissores como serotonina e dopamina, implicando numa deficiência desses neuro-hormônios fundamentais para a felicidade e bem-estar. Logo, quanto maior o consumo de álcool, maior será a chance de piorar ou desenvolver algum grau de depressão – concluiu a especialista.

Fontes:
Guilherme Renke é médico endocrinologista, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e metabologia (SBEM), e médico do esporte, membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBMEE) e da Sociedade Brasileira de Medicina e Obesidade (SBEMO).
Roberta Genaro é médica atuante em nutrologia e medicina integrativa, palestrante em Biohacker e fundadora da MAP, primeiro Master Mind de Saúde do Brasil. Pós-graduada em biofísica quântica e terapia ortobiomolecular e Master Health Coach em em Saúde Integrativa Sistêmica.

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Juliette revela que teve aneurisma cerebral - Ofuxico

Em um vídeo de retrospectiva de 2021, Juliette Freire revelou que teve um aneurisma cerebral que, por sorte, sumiu misteriosamente: ‘Fé, gratidão, lição e mais uma chance, a de ser feliz’, afirmou a paraibana

Vencer o “BBB21 e se tornar uma das brasileiras mais comentadas na internet, não foram os únicos êxitos de Juliette Freire este ano. A paraibana usou seu perfil no Instagram para fazer um balanço de tudo, na quinta-feira, 30 de dezembro. Na postagem, a advogada recordou tanto a vitória no reality como em premiações e passagens por programas de TV. E surpreendeu ao revelar que teve um aneurisma. A campeã do “BBB 21” citou a doença após falar da operação da mãe, dona Fátima.

“Este ano eu fui muito premiada: uns de votação e outro que recebi calada. Pude ter minha família ao meu lado com saúde, ver Mainha ser operada e poder respirar aliviada, descobrir que eu tinha um aneurisma e ele sumiu do nada”, disse ela.

Veja +: Numerologia aponta que Juliette terá um grande amor em 2022

EMOÇÕES EM UM ANO INTENSO

O vídeo começa com Tiago Leifert lendo algumas críticas que ela sofreu no reality: “Indecisa, sem noção, possessiva, frágil, caça-like, bloqueada, oportunista. Fora o que falaram nas suas costas que eu nem vou contar, diz o ex-apresentador do game, antes de anunciar a vitória da advogada.

“Tentaram de tudo, Ju. Tentaram te deixar triste, te deixar louca e te deixar má. Você tinha razão. Quando te deixaram triste você fez a gente dar muita risada. Mas a verdade também, Ju, é que você nunca esteve sozinha em nenhum momento. E você nunca mais vai se sentir sozinha na sua vida. Isso quem está dizendo não sou eu são os quase 24 milhões de seguidores que você tem nas redes sociais”.

Em seguida, Juliette lembra do vídeo que gravou no pré-confinamento, fazendo uma avaliação de sua passagem pelo “BBB21”. Aparecem, então, sua ida ao “Mais Você”, “Encontro”, “Domingão do Faustão”, o reencontro com a mãe no “Fantástico”. No vídeo-retrospectiva estão ainda os dias em que ela morou na casa de Anitta, a gravação do documentário disponível no Globoplay, seu lançamento como cantora, o alívio ao receber a vacina contra a Covid-19 e fez uma homenagem os fãs – chamados de cactos.

“Não é essa felicidade de feed, mas a felicidade de cada momento vivido. Afinal, a vida é isso! É a chance que recebemos todos os dias. Que 2022 venha cheio de felicidade e que a gente saiba cultivar o bem, a paz e o amor a cada oportunidade”, disse ela.

Os seguidores, anônimos e famosos, se emocionaram com a declaração. Os cactos se mostraram preocupados já que a irmã dela, Juliene, morreu aos 17 anos após sofrer um AVC.

“Final de 2021. Gratidão, fé, lição e mais uma chance: a de ser feliz”, concluiu ela, que disse ter gasto boa parte do R$ 1,5 milhão que ganhou no reality.

ENTENDA A DOENÇA

O aneurisma atinge pessoas que sofreram alguma alteração em vaso sanguíneo, veia ou artéria, do corpo e pode ser provocado pelo consumo de álcool, fumo ou hábitos de vida não saudáveis. Em alguns casos, pode ser causado por doença ou trauma vascular.

A doença que atingiu Juliette pode ser de três tipos e em todos eles na maioria dos casos não apresenta sintomas. Podem ser cerebrais, abdominais ou torácicos. Mas náusea, vômito, fraqueza e dor de cabeça podem ser sinais de aneurisma, cujo tratamento varia de acordo com o tipo e o estágio no qual se encontra. Procedimentos como implante de stent ou clipe cirúrgico podem ser forma de tratamento.

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