1 de 1 Prefeitura de Presidente Prudente apura se profissionais da saúde tomaram doses a mais da vacina contra a Covid-19 — Foto: Marcos Sanches/Secom
Prefeitura de Presidente Prudente apura se profissionais da saúde tomaram doses a mais da vacina contra a Covid-19 — Foto: Marcos Sanches/Secom
A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) informou, nesta sexta-feira (2), que apura dois casos de pessoas que supostamente receberam uma terceira dose da vacina contra a Covid-19.
Segundo a coordenadora técnica de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Vânia Maria Alves Silva, essas pessoas investigadas são profissionais da saúde. No caso de uma delas, a denúncia feita é de que ela teria tomado, além das duas doses convencionais, a dose única da vacina da Janssen, ou seja, três doses ao todo.
"Nós estamos levantando dois casos porque tem como a gente cruzar esses casos. Quando a pessoa toma essas doses, é feito um cadastro, isso está no VaciVida. Se ela vai na unidade e toma outra vacina que não era aquela, daquele momento e que ela não deveria estar tomando, nós vamos cruzar esses dados. A partir daí, nós vamos investigar e tomar as medidas que forem necessárias para cada caso", explicou Vânia Maria à TV Fronteira.
Ela ainda alertou que as pessoas devem respeitar as indicações para cada imunizante. "A pessoa precisa saber bem que a vacina que ela tomou ela vai tomar primeira e segunda doses daquela mesma vacina e não queira ir na unidade para estar tomando outras vacinas. Não há necessidade e nós nem terminamos todas as faixas etárias, então, não tem por que e não está autorizado, não está se fazendo revacinação. Então, essa pessoa tem que respeitar aquele calendário dela, se ela já tomou duas doses ou uma dose, é referente àquela vacina que ela tomou", salientou.
A coordenadora técnica de Saúde pontuou que o município vai tomar providências de acordo com cada caso apurado e pode até levar a denúncia para o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP).
"A partir do momento em que a gente levante esses casos, a gente entra em contato com essas pessoas e, se for o caso, leva até para o Ministério Público", finalizou Vânia Maria.
VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente
Amor e atração não têm idade. Mas quando o assunto é o envolvimento de um idoso, seja homem ou mulher, com um parceiro 20, 30, 40 anos mais jovem, é preciso que ambos estejam cientes que, cedo ou tarde, sua saúde e disposição vão interferir na dinâmica da relação.
Claro que a sociedade e a tecnologia em prol da medicina avançaram muito e os tratamentos de reposição hormonal e medicações para impotência ajudam os idosos a não ficarem para trás.
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"Entretanto, ainda assim a demanda de um parceiro jovem é diferente da de um parceiro maduro", aponta Paulo Camiz, geriatra e professor do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).
Segundo ele, sobre sexualidade, os jovens são naturalmente muito mais ativos e podem transmitir ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) que o idoso pode supor que pela idade não pega mais. Um grande equívoco.
O último boletim, de 2020, reportou 38,5% de aumento no coeficiente de mortalidade por Aids em idosos de ambos os gêneros nos últimos dez anos. Para a maioria, o assunto sexo, o que inclui buscar informações e usar camisinha, ainda é tabu.
Alertas à saúde física e mental
Idosos são mais vulneráveis às ISTs —o impacto delas costuma ser maior no organismo deles do que em jovens—, por conta das mudanças biológicas inerentes ao envelhecimento e do aparecimento de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e alterações no colesterol.
O geriatra Camiz aponta que quando a diferença etária é muito alta, o mais velho também tende a se cobrar muito mais em termos estéticos e de desempenho físico e pode se prejudicar.
Viagra associado a outros remédios pode fazer mal
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Se tomar remédio para o coração, a associação de nitrato, presente em muitas fórmulas, com o Viagra, por exemplo, pode causar queda brusca de pressão, AVC, infarto e até a morte.
Por isso, para tomar a pílula azul, é preciso se consultar com um médico. A indicação também vale para os idosos que desejam frequentar academia e se suplementar.
Alimentação, expectativas, rotina —o que inclui horários para acordar e dormir e ritmo para cumprir tarefas dento e fora da relação— devem ser alinhados considerando particularidades.
"Para a saúde e o casal não serem prejudicados, ainda mais devido a uma eventual projeção paterna, ou de filhos dentro da relação", explica Yuri Busin, doutor em neurociência do comportamento e diretor do CASME (Centro de Atenção à Saúde Mental - Equilíbrio).
Em se tratando do emocional...
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Se com o acúmulo de anos, os idosos podem ter se "blindado" às decepções e desilusões amorosas, por outro lado, eventualmente se aparentam estar muito sensíveis, dependentes, em recuperação de cirurgia ou tratamento de alguma doença de risco, devem ser poupados de discussões, cobranças e situações que possam fazê-los se sentir infantilizados, retrógrados ou inferiorizados, como quando são alvos de comentários ou piadas na frente de outras pessoas.
"Se a pessoa se tolheu ao longo da vida inteira com medo de julgamentos, ou para atender expectativas da família e da sociedade, agora envelhecida, mas lúcida, autônoma e com a liberdade de se expressar e ser do jeito que é, não deve ser cerceada", afirma Natan Chehter, geriatra da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), acrescentando que para uma relação ser positiva, ambos devem querê-la e se sentirem seguros e felizes um com o outro.
Família deve acompanhar
Não é porque se tem mais de 60 anos que é preciso dar satisfações de sua vida íntima para os outros, ainda mais sendo alguém ativo e com as faculdades mentais preservadas.
Porém, filhos e amigos devem participar do que acontece com ele, principalmente para evitar que sofra algum tipo de abuso, coerção ou golpe e saber se tem descuidado da saúde. É esperado inclusive do idoso que namora uma interação maior e não o contrário.
É importante a família estar atenta a mudanças de comportamentos
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Autora do estudo "Gênero e Velhice", Edivana dos Santos, psicóloga pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e mestre pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) aponta que, para o idoso, ter alguém representaria melhorias no aspecto social de sua vida.
"Ele terá alguém para se relacionar e possivelmente junto com a companheira, outras pessoas se aproximarão, como amigas, familiares e vizinhos, ampliando seu círculo social de amizades".
Quando isso não ocorre, então é importante um monitoramento, por vezes discreto, com telefonemas, ou até direto, com visitas surpresas, a depender da situação, para evitar que o idoso seja colocado em risco.
"Quem está próximo precisa ficar atento a qualquer mudança de comportamento, alterações de humor, tristezas repentinas, perdas de sono, de apetite, apatia, gastos excessivos e uso de álcool e drogas. Podem sinalizar problemas no relacionamento. Por isso, procure ter uma conversa assertiva ou peça ajuda", orienta Myriam Albers, psicóloga especializada pela Uniad (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) e da Clínica Maia (SP).
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Um estudo conduzido em um hospital em Cambridge, no Reino Unido, concluiu que o risco de um profissional de saúde de contrair covid-19 varia muito de acordo com a qualidade da máscara por ele utilizada.
Segundo observado pelos pesquisadores, usar uma máscara de alto grau, conhecida como PFF3, pode fornecer até 100% de proteção. Esse modelo é mais anatômico e veda bem o rosto. Além disso, é projetado especificamente para filtrar partículas minúsculas do vírus, os chamados aerossóis, que podem permanecer suspensos no ar por horas.
Por outro lado, aquelas máscaras cirúrgicas comuns deixam a pessoa mais exposta ao vírus. Uma das explicações é que esse tipo de máscara não tem o objetivo de filtrar os aerossóis
Crédito: Viktoriia/istockMáscara PFF3 pode fornecer até 100% de proteção
Os dados foram coletados durante um programa de testes da NHS Foundation Trust, ligada ao sistema de saúde britânico, o NHS, entidade equivalente ao SUS no Brasil. O resultado do estudo foi publicado em um artigo que ainda será revisado por pares.
O hospital que fez o estudo observou que as taxas de infecções entre os profissionais de saúde nas enfermarias que tratavam pacientes com covid-19 caíram drasticamente após a adoção das máscaras PFF3.
No início da pandemia, esses profissionais usavam máscaras cirúrgicas, exceto em algumas situações limitadas, segundo uma orientação do governo.
O estudo conclui que que as máscaras PFF3 forneceram de 31-100% de proteção (e provavelmente 100%) contra a infecção de covid-19.
Embora os pesquisadores reconheçam a necessidade de um estudo maior, eles defendem o uso das máscaras PFF3 para quem cuida de um paciente com coronavírus.
Máscaras filtrantes
As máscaras denominadas de PFF (Peça Facial Filtrante) são responsáveis por não deixar os contaminantes do ambiente entrarem em contato com o sistema respiratório de quem as usa. A diferença entre a PFF2 e PFF3 é pequena.
Em situações cotidianas, a máscara PFF2 garante um ótimo poder de filtragem e proteção contra o coronavírus. Esse modelo é indicado para uso em ambientes fechados com pouca ventilação.
Após ficar com dúvida se foi vacinada, Karina Bacchi volta ao posto de saúde (Crédito: Montagem reprodução Instagram)
Karina Bacchi, de 44 anos, após ficar com dúvida se realmente foi vacinada contra o novo coronavírus, voltou ao posto de saúde nesta quarta-feira (30) para confirmar se recebeu a imunização.
“Dez horas da manhã, muita gente me mandando mensagem a respeito da vacinação. Eu comuniquei a vocês ontem da questão da dúvida se havia sido aplicada corretamente ou não. Eu mesma não tinha tido no momento,mas fui alertada por diversas pessoas, inclusive por técnicas de enfermagem. Então, por questão dessa dúvida gerada, estou retornado ao mesmo local. Estou aguardando a pessoa responsável para me dar um parecer mais correto”, explicou ela nos Stories do Instagram.
A atriz ainda frisou que não gostaria de expor a profissional: “Não tenho intuito nenhum em promoção a respeito desse assunto, nem de engajamento. Nunca fui uma pessoa de ‘falem bem, ou falem mal, mas falem de mim’. Não sou de polemizar nada. Esse alerta foi enviado por vocês e por profissionais, por isso me achei no direito de postar, pedir mais opiniões. Mas já retirei o vídeo para que ninguém se sinta injustiçado, para quem ninguém se sinta mal com relação ao julgamento, se foi aplicado ou não. Peço desculpas a todos que se sentiram ofendidos”, continuou, frisando: “Respeito demais os profissionais da área médica”.
“Vacinada! Venho nesse momento esclarecer as mensagens de milhares de pessoas entre elas até profissionais da saúde, que assim como eu ficaram em dúvida com relação a aplicação da vacina com essa seringa que foi utilizada em meu vídeo postado no momento da aplicação. Eu retornei até o local onde recebi toda explicação (que compartilho com vcs nesse post), e onde também agora tenho certeza que fui vacinada corretamente sim. A equipe me recebeu com a maior atenção e inclusive me explicou que essa tem sido uma dúvida recorrente e que muitas pessoas estão retornando com seus vídeos para se certificarem. Agradeço demais a atenção e compreensão da profissional que me atendeu e entendeu minha preocupação. Meu coração está em paz agora”, disse, Bacchi chorando ao lado da enfermeira.
Entenda o caso:
Na terça-feira (29), Karina registrou o momento da vacinação na rede social. Na sequência, ela recebeu muitas mensagens se seguidores especulando que ela não foi vacianda. “Recebi milhares e comentários, inclusive no privado, de profissionais de medicina questionando a aplicação… profissionais achando que a vacina não foi aplicada na totalidade, ou corretamente, e outros confirmando que ela foi sim aplicada. Por tanta divergência de informação, e por recomendação médica, amanhã voltarei ao local para pessoalmente confirmar, desejando que tudo tenha sido feito de forma correta”, disse a artista.
Sílvia Cristina, relatora: iniciativa é estratégia de proteção contra a contaminação pelo coronavírus
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (1º) o PL 6330/19, do Senado, que torna obrigatória a cobertura, pelos planos privados de saúde, de tratamentos domiciliares de uso oral contra o câncer, inclusive medicamentos para o controle de efeitos adversos relacionados ao tratamento. A matéria será enviada à sanção presidencial.
A obrigatoriedade se aplica também aos procedimentos radioterápicos e de hemoterapia. De acordo com o texto, os medicamentos devem ser fornecidos em até 48 horas após a prescrição médica e estarem registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Igual prazo vale para os tratamentos, sendo obrigatória ainda a comprovação de que o paciente ou seu representante legal recebeu as devidas orientações sobre o uso, a conservação e o eventual descarte do medicamento, que pode ser fornecido de maneiro fracionada conforme o ciclo de tratamento.
Para a relatora, deputada Silvia Cristina (PDT-RO), no cenário atual de pandemia a iniciativa pode representar uma estratégia de proteção contra a contaminação pelo coronavírus. “A mudança da legislação é imprescindível para dezenas de milhares de brasileiros que, mensalmente, gastam considerável parte do seu orçamento para garantir um plano de saúde”, afirmou.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição - Geórgia Moraes
Aparentemente, um novo aplicativo do Google Health está em desenvolvimento. De acordo com o site 91Mobile, o especialista em vazamentos Ishan Agarwal divulgou capturas de tela que mostram a suposta nova interface e algumas de suas fermentas do app.
O ponto que mais chamou atenção é a nova opção que permitirá integrar registros médicos e compartilhá-los com familiares ou amigos. Uma das capturas de tela mostra que, antes mesmo de começar a usar o aplicativo, será necessário inserir todas as contas on-line de locais onde você recebeu atendimento médico.
É possível identificar a aba "Records", onde o paciente poderá inserir seus registros médicos. (Fonte: 91Mobiles / Reprodução)Fonte: 91Mobiles
“Tenha uma visão unificada de sua saúde, reunindo informações da visita do seu médico, laboratórios e muito mais. Comece vinculando suas contas online de lugares onde você recebeu seu atendimento médico.” diz uma das capturas de tela fornecidas por Agarwal.
O aplicativo está em fase de desenvolvimento e ainda não está claro se o projeto será aprovado. Porém, caso seja lançado, o serviço possivelmente será separado do Google Fit e terá um grande potencial para a integração no cotidiano, rivalizando até mesmo o aplicativo Health da Apple.
É importante lembrar que em sua última conferência, Google I/O 2021, a empresa já havia lançado uma ferramenta de saúde que permite identificar câncer de pele através de uma Inteligência Artificial, além de novos avanços em pesquisas sobre a covid-19.
Se tem algo que não falta às empreendedoras Nathalia Simões e Nicole Vendramini, fundadoras da Holistix, marca e plataforma dedicadas ao bem-estar, é o olhar atento às demandas e necessidades dos consumidores, bem como a certeza de que propósito é essencial para o sucesso de uma empresa.
A marca começou em 2019 na Espanha, onde a dupla morava, e em 2020 chegou ao Brasil. "Estávamos num coworking conversando sobre os planos do negócio e, entre um papo e outro, falamos: precisamos mudar para o Brasil", lembra Nathalia. Segundo ela, ainda não tinha ninguém se apropriando por completo desse universo por aqui.
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"De um lado, víamos as farmacêuticas muito fortes; por outro, a indústria de alimentação saudável, mas saúde e bem-estar vai bem além disso", completa.
Nicole veio no final de 2019 e Nathalia, em março de 2020 — bem no começo da pandemia. "As coisas começaram a fechar na Europa e meu marido me aconselhou a adiantar meu vôo do final para o começo de março. Estava achando um exagero, mas não conseguia falar com nenhuma companhia aérea. Vim sozinha, com barrigão de grávida, minha filha de dois anos, uma gata e oito malas", lembra Nathalia.
Havia a confirmação de um investimento para a empresa, o que as incentivou a mover o negócio, mas o dinheiro não tinha caído na conta ainda. Com a pandemia, a dupla viu muitos investimentos cancelados e o medo bateu.
No fim, tudo deu certo e a percepção que tinham do potencial da empresa no Brasil estava mesmo correta. A Holistix cresceu 30% ao mês em 2020 e a perspectiva de faturamento para este ano é de 20 milhões de reais.
Muito além de "vender"
Para crescer e atingir as metas estipuladas, a empresa tem um propósito muito claro: incentivar bons hábitos que sejam possíveis de se cumprir. Para isso, a produção de conteúdo é parte essencial do plano de negócios.
"Acho que, diferentemente, de marcas grandes, em que o conteúdo é o marketing, para a gente ele é a base de tudo. Nossos produtos não funcionam sem um conteúdo bem feito, senão as pessoas não sabem como usá-los", explica Nicole.
Além das postagens informativas no Instagram (que já soma 172 mil seguidores), todos os produtos que estão no site são acompanhados de uma descrição detalhada, com modo de uso, benefícios, materiais que os compõem e respostas para as principais dúvidas dos consumidores.
A nossa lógica de comunicação e venda é ensinar. Nas redes sociais, usamos exemplos reais para incentivar que cada um escolha seus próprios caminhos, pois não existe só um jeito de ser saudável
Antes de comercializar qualquer produto, como o raspador de língua, o golden milk e escova corporal para uso à seco - itens até então pouco conhecidos pelos brasileiros - elas entenderam a fundo seus benefícios com especialistas na área, como médicos.
Da Espanha para o Brasil: elas apostaram no mercado de bem-estar nacional
Imagem: Acervo pessoal
Ponto de partida: como tudo começou
Nathália atuava em fundos de investimento, analisando a saúde financeira das empresas, e Nicole, que é formada em marketing, já havia passado por grandes companhias, como Nestlé e Unilever. Dentro das corporações, ela percebeu que existia uma demanda que a indústria não conseguia atender: a de bem-estar.
"Chegou um momento em que senti que faltava um pouco de coerência entre o que eu fazia e acreditava. Já não consumia os produtos que vendia e não estava mais de acordo com o que via no mercado", diz Nicole. Assim, iniciou os estudos sobre saúde e ayurveda e, em paralelo, começou a pensar em como juntar sua experiência na indústria e a falta de conteúdo sobre esse tema no Brasil.
Criou, então, um blog para falar do assunto. E foi aí que seu destino se cruzou com o de Nathalia. Elas se conheceram por uma conexão pessoal e perceberam que estavam no mesmo momento de transição de carreira. Nicole tinha a ideia da marca e Nathalia um plano de negócios bem estruturado. Foi a combinação perfeita.
Mas para estruturar o negócio e chegar onde queriam, sabiam que precisavam de dinheiro. Investiram, então, todas as suas economias na contratação de dois profissionais para cuidar das redes sociais.
Decidiram partir para o chamado o FFF (Family, Friends, Fools), aporte feito por amigos, familiares ou conhecidos próximos, muito comum no início de uma startup. Conseguiram 85 mil dólares e conduziram o negócio para os próximos estágios.
De lá para cá, outros investimentos vieram. Em 2020 e 2021, a dupla conseguiu um aporte no total de 8 milhões de reais da Anjos do Brasil, entidade de fomento ao investimento-anjo que apoia o empreendedorismo de inovação.
Nicole e Nathalia contam que o networking foi muito importante, já que ainda é muito mais difícil para as mulheres conseguirem confiança. Durante o processo de captação de investimentos, são questionadas se possuem mesmo o conhecimento técnico da área, se são ou pretendem ser mães.
"Lembro-me de uma reunião muito desconfortável, em que a pessoa começou a fazer planos sobre a nossa vida, com perguntas do tipo: 'quando vocês vão ter filhos'", lembra Nicole.
Sem reuniões pela manhã
Parte do sucesso da Holistix, elas argumentam, está nas decisões alinhadas com o que acreditam. "Antes de fazer qualquer coisa pensamos: o que é o certo a ser feito, não o que dá para ser feito. Esse virou nosso jeito de trabalhar", diz Nicole.
Outro ponto importante é realmente se conectar com as pessoas, identificando necessidades e jeitos diferentes de solucioná-las.
"Estamos muito integradas entre o que falamos e o que fazemos internamente. Atualmente, nosso time tem 24 pessoas. Não temos reuniões pelas manhãs, por exemplo, pois acreditamos que as pessoas precisam de tempo para se concentrar e não podem ficar no Zoom o dia inteiro. Temos uma cultura, porém empática. As nossas metas são ambiciosas, mas não esquecemos do fator humano", completa Nathalia.